Riedel tem 44% e mira o primeiro turno; em 2022, ele foi eleito virando o jogo no segundo
Pesquisa Real Time Big Data traz o campo completo da disputa pelo Governo de MS e mostra o governador estável há seis meses em levantamentos de cinco institutos diferentes; a campanha só começa em 16 de agosto
Arte/MSConecta
Campo Grande (MS) — A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (6) colocou o governador Eduardo Riedel (PP) a uma distância confortável dos adversários na corrida pela reeleição. São 44% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 25% do ex-deputado federal Fábio Trad (PT) e 12% do deputado federal João Henrique Catan (Novo).
O desempenho aparece em um governador que já conhece o caminho mais longo até a vitória. Em 2022, quando disputou o Governo pela primeira vez, Riedel saiu da primeira votação em segundo lugar: Capitão Contar, então no PRTB, fez 26,71% dos votos válidos, e Riedel ficou com 25,16%. No segundo turno, o quadro virou com folga, e ele foi eleito com 56,51% contra 43,49%. É um retrospecto que dimensiona o número de agora: em Mato Grosso do Sul, a fotografia da primeira votação já não foi o retrato final.
O campo completo da pesquisaNo cenário estimulado, quando os nomes são apresentados ao entrevistado, os números são estes:
- Eduardo Riedel (PP): 44%
- Fábio Trad (PT): 25%
- João Henrique Catan (Novo): 12%
- Lucien Rezende (PSOL): 3%
- Renato Gomes (DC): 3%
- Jefferson Bezerra (Agir): 1%
- Brancos e nulos: 6%
- Não sabem ou não responderam: 6%
No cenário espontâneo, em que ninguém sugere nomes e o eleitor responde de cabeça, o desenho muda de escala: Riedel aparece com 24%, Trad com 10% e Catan com 4%. Mais da metade dos entrevistados, 51%, não soube citar nenhum nome. É a distância normal entre reconhecer um candidato numa lista e lembrar dele sozinho, e ela costuma encolher quando a propaganda eleitoral entra no ar.
Em um eventual segundo turno entre os dois primeiros, o instituto mediu Riedel com 54% e Trad com 32%.
Seis meses de estabilidadeO dado que o número isolado esconde é a estabilidade. Desde fevereiro, levantamentos de institutos diferentes colocam Riedel numa faixa estreita, entre 40% e 49%, com pequenas oscilações para cima e para baixo. Em julho, o Instituto Ranking mediu 46,2% e o Novo Ibrape, 46,1%. Em maio, o próprio Real Time Big Data havia registrado 43%. O governador chega a agosto praticamente onde estava no início do ano, e essa constância entre institutos e metodologias diferentes costuma ser um sinal mais forte do que qualquer número isolado.
Quem se moveu no período foi o segundo colocado. Fábio Trad saía de faixas entre 12% e 17% no primeiro semestre e agora marca 25%, o melhor resultado dele na série. Já Catan é o nome que mais varia conforme o instituto e a data, tendo aparecido de 4,2% a 20,3% em levantamentos diferentes ao longo do ano, oscilação comum em candidaturas ainda em construção de conhecimento.
O novo desenho das aliançasHá uma mudança de tabuleiro que ajuda a explicar o tamanho da vantagem atual. O PL, que realizou convenção em 1º de agosto em Campo Grande, declarou apoio à reeleição de Riedel e lançou dois nomes ao Senado: o ex-governador Reinaldo Azambuja e o próprio Capitão Contar, o mesmo adversário do segundo turno de quatro anos atrás.
No mesmo movimento, o senador Nelsinho Trad (PSD) desistiu de disputar a reeleição e passou a integrar a chapa de Azambuja como primeiro suplente, decisão alinhada com a direção nacional do partido e definida em reunião na Governadoria no fim de julho. O rearranjo reduziu o número de candidaturas competitivas ao Senado e aproximou PSD e PL no Estado.
Na disputa pelo Senado, em que o eleitor escolhe dois nomes e por isso os percentuais não somam cem, Azambuja aparece com 30% e Contar com 19%. Nelsinho Trad, cujo nome ainda foi apresentado aos entrevistados porque a pesquisa esteve em campo durante a virada, marcou 15%. Vander Loubet (PT) tem 9%, Soraya Thronicke (PSB), 8%, Beto do Movimento (PSOL), 5%, e Daniel Júnior (Agir) e Fernando Moraes (DC), 2% cada.
O calendário que vem pela frenteA pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre 1º e 5 de agosto de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é o MS-07706/2026.
Três etapas ainda estão pela frente. Os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas, e é o registro, não a convenção, que confirma quem estará na urna. A campanha começa em 16 de agosto, com a propaganda de rádio e televisão que historicamente movimenta o eleitor indeciso. O primeiro turno será em 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro.