FGTS: Caixa inicia pagamento de R$ 13 bilhões em distribuição de lucros aos trabalhadores

Crédito beneficia quem tinha saldo nas contas do FGTS em dezembro de 2025 e aumenta o rendimento acima da inflação

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Milhões de trabalhadores brasileiros começaram a receber nesta semana os créditos referentes à distribuição dos lucros do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A Caixa Econômica Federal iniciou os depósitos após a aprovação do Conselho Curador do FGTS, que autorizou o repasse de R$ 13,04 bilhões aos cotistas do fundo. 

A medida beneficia cerca de 138,2 milhões de trabalhadores que possuíam saldo em contas ativas ou inativas do FGTS em 31 de dezembro de 2025. O valor creditado é proporcional ao saldo existente em cada conta naquela data.

Segundo a Caixa, o montante distribuído corresponde a 89% do lucro de R$ 14,65 bilhões obtido pelo fundo ao longo de 2025. Com a distribuição, a rentabilidade total das contas do FGTS alcança 6,9%, percentual superior à inflação oficial medida pelo IPCA, que fechou 2025 em 4,26%.

Para calcular o valor a receber, o trabalhador deve multiplicar o saldo existente em 31 de dezembro de 2025 pelo índice de 0,01868341. Quem possuía R$ 1.000 no FGTS, por exemplo, receberá aproximadamente R$ 18,68 de crédito adicional. 

Os depósitos estão sendo efetuados diretamente nas contas vinculadas do FGTS e não exigem qualquer solicitação por parte do trabalhador. A consulta pode ser realizada pelo aplicativo FGTS ou pelos canais oficiais da Caixa Econômica Federal. 

Embora o dinheiro seja incorporado ao saldo do fundo, ele não poderá ser sacado imediatamente. As regras de movimentação permanecem as mesmas previstas em lei, incluindo situações como demissão sem justa causa, aposentadoria, aquisição da casa própria, doenças graves e outras hipóteses autorizadas. 

A distribuição anual dos lucros do FGTS tornou-se uma importante forma de valorização das contas dos trabalhadores. Nos últimos anos, a medida tem contribuído para elevar o rendimento do fundo e garantir remuneração superior à inflação, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Para especialistas, o repasse reforça o papel do FGTS como instrumento de proteção financeira do trabalhador e amplia a rentabilidade dos recursos depositados ao longo da vida profissional. 


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