A cesta básica de alimentos passou a representar 52,02% do salário mínimo líquido nas capitais brasileiras.
Segundo levantamento conjunto da Conab e do Dieese, o conjunto de produtos essenciais custou, em média, R$ 779,95 em junho de 2026, alta de 8,69% em comparação com o mesmo mês de 2025.
Com o salário mínimo atual, um trabalhador precisa dedicar 105 horas e 51 minutos de trabalho por mês apenas para comprar os itens da cesta básica.
São Paulo registrou a cesta mais cara do país: R$ 965,47, Aracaju (SE) teve o menor valor: R$ 630,40 e Cuiabá apresentou a maior alta anual entre as capitais monitoradas.
O aumento constante dos preços dos alimentos básicos tem impactado diretamente o poder de compra das famílias, especialmente as de menor renda, que destinam grande parte da renda apenas para garantir a alimentação.
O dado reforça o debate sobre o valor do salário mínimo e o custo de vida no Brasil, em um cenário de inflação de alimentos que continua pressionando o orçamento doméstico.