Mato Grosso do Sul atingiu um novo recorde no número de empresas com restrições de crédito. Dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian mostram que 136.605 empresas estavam negativadas em julho de 2026, o maior patamar já registrado na série histórica do levantamento. O volume representa crescimento de 25,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando havia 108.667 CNPJs inadimplentes no Estado.
Em apenas 12 meses, quase 28 mil empresas passaram a integrar a lista de inadimplentes em Mato Grosso do Sul. O avanço da inadimplência não ocorreu apenas na quantidade de negócios afetados, mas também no volume financeiro das dívidas acumuladas.
Segundo a Serasa Experian, as empresas sul-mato-grossenses somavam, em julho, cerca de 1,13 milhão de dívidas negativadas, totalizando R$ 4,09 bilhões em débitos. Na comparação com julho de 2025, o número de pendências financeiras cresceu 29,2%, enquanto o valor total das dívidas avançou 45%.
O levantamento aponta ainda que cada empresa inadimplente acumula, em média, 8,3 dívidas. A dívida média por CNPJ chegou a R$ 29,9 mil, enquanto o valor médio de cada débito atingiu R$ 3,6 mil, ambos superiores aos registrados no ano anterior.
Especialistas atribuem o cenário à combinação entre crédito ainda caro, dificuldades de financiamento e desaceleração da atividade econômica. Mesmo com recentes reduções na taxa básica de juros, o ambiente financeiro continua desafiador para empresas que precisam renegociar compromissos ou buscar capital para manter as operações.
O problema acompanha uma tendência nacional. Em todo o Brasil, a Serasa Experian registrou 9,2 milhões de empresas inadimplentes em julho, também o maior número já contabilizado. Juntas, elas acumulam 67,2 milhões de dívidas, que somam R$ 238,6 bilhões.
Para economistas, o aumento da inadimplência empresarial serve de alerta, principalmente para micro e pequenas empresas, que costumam ter menor capacidade de absorver custos financeiros elevados e oscilações na economia. O desafio agora é equilibrar as finanças e buscar formas de renegociar débitos para evitar impactos ainda maiores sobre a atividade econômica e a geração de empregos no Estado.
Fonte: Serasa Experian.