O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 775.619 atendimentos a cidadãos estrangeiros ao longo de 2025, reafirmando seu papel como uma das maiores redes públicas de saúde universal do mundo. Os números divulgados pelo Ministério da Saúde demonstram que o acesso aos serviços públicos de saúde no Brasil continua disponível para qualquer pessoa presente no território nacional, independentemente de nacionalidade ou condição migratória.
Entre os beneficiados estão turistas, viajantes em trânsito, estudantes, trabalhadores temporários e imigrantes que necessitaram de atendimento médico durante sua permanência no país. A assistência oferecida inclui consultas, procedimentos ambulatoriais, atendimentos de urgência e emergência, além de outros serviços essenciais da rede pública.
Os cidadãos portugueses aparecem entre os principais usuários estrangeiros do sistema. Em 2025, foram registrados 81.685 atendimentos a portugueses que não possuem residência fixa no Brasil. Grande parte dessa demanda esteve relacionada a situações de urgência e emergência, evidenciando a importância do SUS como suporte para visitantes internacionais.
Apesar do volume expressivo, o total de atendimentos a estrangeiros apresentou queda em comparação com 2023, quando o sistema registrou 1.143.223 assistências. A redução pode estar associada a fatores como mudanças nos fluxos migratórios, no turismo internacional e na demanda por serviços de saúde entre visitantes estrangeiros.
A legislação brasileira garante o acesso universal à saúde por meio do SUS. Esse princípio está previsto na Constituição Federal e assegura que qualquer pessoa em território nacional possa receber assistência médica quando necessário. Dessa forma, a nacionalidade não é considerada um critério para restringir o atendimento nos serviços públicos de saúde.
Especialistas e autoridades da área também destacam que o atendimento a estrangeiros possui uma importante função sanitária. Ao garantir acesso rápido a diagnósticos, tratamentos e medidas preventivas, o sistema contribui para a proteção da saúde coletiva e para o controle da disseminação de doenças transmissíveis, beneficiando tanto brasileiros quanto visitantes.
Além do aspecto humanitário, a política fortalece a imagem do Brasil como um país comprometido com o direito universal à saúde. Em um cenário de crescente mobilidade internacional, a capacidade de acolher e atender pessoas de diferentes nacionalidades torna-se um elemento estratégico para a segurança sanitária e para a promoção da saúde pública.
O número registrado em 2025 reforça a relevância do SUS não apenas para a população brasileira, mas também para milhares de pessoas que passam pelo país todos os anos e encontram na rede pública um atendimento acessível, gratuito e essencial em momentos de necessidade.