A busca por alternativas sustentáveis para o transporte de cargas ganhou um importante capítulo na região Norte do Brasil. A AMAGGI tornou-se a primeira empresa do país a operar uma embarcação fluvial utilizando exclusivamente biodiesel B100, combustível renovável produzido a partir de óleo de soja.
A operação foi realizada no chamado Corredor Norte, rota estratégica para o escoamento da produção agrícola brasileira pelos rios Madeira e Amazonas. O empurrador “Arlindo Cavalca” navegou transportando 25 barcaças graneleiras entre Porto Velho (RO) e Itacoatiara (AM), em uma viagem que percorreu aproximadamente 2 mil quilômetros utilizando apenas biodiesel produzido pela própria empresa.
A iniciativa integra o Projeto B100, programa da AMAGGI voltado à substituição gradual dos combustíveis fósseis em suas operações agrícolas e logísticas. Além das embarcações, a companhia já utiliza o biodiesel puro em caminhões e máquinas agrícolas, fortalecendo sua estratégia de redução das emissões de gases de efeito estufa.
De acordo com informações da empresa, o biodiesel utilizado é produzido em sua usina localizada em Lucas do Rio Verde (MT), que possui capacidade para fabricar até 330 mil metros cúbicos do combustível por ano. A matéria-prima é proveniente do processamento de soja realizado pela própria companhia, criando um ciclo integrado de produção e consumo de energia renovável.
Um dos principais benefícios apontados pela empresa é a redução das emissões de carbono. Segundo dados divulgados pela AMAGGI com base na metodologia do GHG Protocol, o uso do biodiesel B100 pode diminuir em aproximadamente 99% as emissões de CO₂ quando comparado ao diesel de origem fóssil.
A adoção do combustível renovável faz parte das metas ESG da companhia, que pretende alcançar emissões líquidas zero até 2050. Para isso, a empresa vem ampliando investimentos em soluções de descarbonização, agricultura de baixo carbono e transição energética em suas operações de campo e logística.
O pioneirismo da AMAGGI demonstra como o agronegócio brasileiro pode combinar produção em larga escala, logística eficiente e inovação sustentável, abrindo caminho para que novas tecnologias limpas sejam adotadas também no transporte hidroviário nacional.