Três Lagoas lança mutirão de limpeza em três bairros para combater dengue e escorpiões

Ação integrada entre Saúde e Infraestrutura coloca caçambas nas ruas dos bairros Ipacaray, Jardim Progresso e Santa Luzia até 3 de agosto.

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Três Lagoas lança mutirão de limpeza em três bairros para combater dengue e escorpiões
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A administração municipal de Três Lagoas mobilizou duas secretarias para levar caçambas e equipes de limpeza a três bairros da cidade a partir desta segunda-feira, 20 de julho, em uma ação que vai até o início de agosto com foco direto na redução de focos de doenças transmitidas por vetores e na contenção do avanço de escorpiões nas áreas urbanas. Os bairros contemplados nesta etapa são Ipacaray, Jardim Progresso e Santa Luzia.

A iniciativa não é uma simples coleta de entulho. Por trás da logística de caçambas espalhadas pelas ruas, há uma estratégia de saúde pública que une a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (SEINTRA). O raciocínio é direto: quanto menos lixo acumulado nos quintais e terrenos, menores as chances de proliferação do mosquito Aedes aegypti, do barbeiro e dos escorpiões — todos eles ameaças reais ao cotidiano de quem mora em regiões de cerrado como o Bolsão sul-mato-grossense.

O que pode ser descartado nas caçambas

Os moradores dos três bairros têm uma janela importante para se desfazer de material acumulado que, muitas vezes, passa anos esquecido em fundos de quintal. Objetos que retêm água — como pneus velhos, garrafas, latas, vasos quebrados e lonas — são os primeiros alvos da ação, já que se tornam criadouros ideais para o mosquito da dengue. Eletrodomésticos sem uso também podem ser depositados.

Além disso, resíduos orgânicos como galhos, folhas secas e madeira em decomposição entram na lista, assim como materiais de construção — telhas e tijolos quebrados — que costumam abrigar escorpiões em seus vãos. A orientação é que os moradores aproveitem o período para fazer uma varredura completa em suas propriedades, já que o mutirão ficará nos bairros até o dia 3 de agosto.

Doenças no foco da operação

O combate às arboviroses — dengue, zika e chikungunya — é o principal motivador do calendário de mutirões que percorre os bairros de Três Lagoas ao longo do ano. A leishmaniose, doença parasitária transmitida por flebotomíneos que prosperam em matéria orgânica acumulada, também está entre as preocupações centrais da Secretaria de Saúde. E a questão dos escorpiões, que tem sido pauta crescente em diversas cidades do interior de Mato Grosso do Sul, fecha o tripé de ameaças que a ação busca enfrentar.

Três Lagoas registrou, como outras cidades do estado, aumento nos índices de infestação do Aedes aegypti nos últimos anos, pressionando o poder público a ir além das fumigações pontuais e investir em limpeza preventiva de forma sistematizada por bairros. O modelo de mutirão itinerante, que percorre diferentes regiões do município em ciclos regulares, tem sido a resposta adotada pela gestão municipal para ampliar o alcance das ações sem sobrecarregar uma única área ao mesmo tempo.

Participação dos moradores é decisiva

A prefeitura indica os pontos exatos onde as caçambas estarão posicionadas — com endereços e numerações específicas por via — para que os moradores saibam o local mais próximo de sua residência. A lógica da ação depende, em grande medida, da adesão da população: as equipes municipais realizam a coleta e o transporte, mas cabe a cada família separar e levar até os pontos o material acumulado em suas propriedades.

Para quem mora em Três Lagoas ou tem familiares nos bairros atendidos, a recomendação da SMS é não deixar para a última semana. O descarte precoce ao longo do período amplia o tempo disponível para novas limpezas antes do encerramento da ação, em 3 de agosto. Após essa data, o mutirão segue para outros bairros do município, dentro do cronograma previsto para o segundo semestre.

A medida reforça a importância de ações integradas entre saúde e infraestrutura para enfrentar desafios urbanos que vão além da capacidade individual de cada morador — e que, sem organização coletiva, tendem a se agravar à medida que o calor do cerrado favorece a reprodução acelerada de vetores.

Fontes: PREFEITURA DE TRÊS LAGOAS


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