Eucalipto transforma economia e fortalece indústria florestal de MS

Expansão das florestas plantadas acompanha investimentos em celulose

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O avanço das plantações de eucalipto transformou Mato Grosso do Sul em um dos protagonistas da indústria florestal brasileira. A matéria-prima, utilizada principalmente na fabricação de papel e celulose, também abastece segmentos como energia, painéis de madeira e outros produtos industriais. No Estado, a expansão das áreas plantadas ocorre junto com grandes investimentos na produção de celulose, fortalecendo uma cadeia econômica que começa no campo e alcança o mercado internacional.

Dados referentes a 2024 divulgados pelo setor indicam que o Brasil alcançou cerca de 10,5 milhões de hectares de árvores plantadas para fins industriais, com Mato Grosso do Sul respondendo por aproximadamente 1,5 milhão de hectares. O crescimento ajuda a explicar a consolidação do chamado Vale da Celulose, especialmente nas regiões leste e nordeste do Estado, onde estão instalados grandes empreendimentos industriais.

Municípios como Três Lagoas, Brasilândia e Ribas do Rio Pardo ganharam destaque nesse processo. Três Lagoas abriga operações da Eldorado Brasil e da Suzano, enquanto Ribas do Rio Pardo recebeu uma das maiores unidades industriais da Suzano. A expansão das fábricas aumenta a demanda por madeira e movimenta viveiros de mudas, propriedades rurais, empresas de máquinas, transporte, manutenção, logística e diferentes prestadores de serviços.

A tecnologia também impulsiona essa atividade. O desenvolvimento de mudas clonais, o melhoramento genético e técnicas modernas de manejo permitem produzir árvores mais uniformes e adaptadas às características de cada região. A rápida evolução da silvicultura transformou o eucalipto em uma cultura de grande importância econômica, embora sua expansão também exija planejamento territorial, conservação de áreas nativas e atenção aos possíveis impactos sobre o solo, a biodiversidade e os recursos hídricos.

Para Mato Grosso do Sul, portanto, o eucalipto deixou de representar apenas uma alternativa de produção rural e passou a integrar uma das principais cadeias industriais em expansão no Estado. Com novos projetos de celulose e aumento da demanda por madeira, o desafio será combinar crescimento econômico, geração de empregos e sustentabilidade, garantindo que a expansão florestal também resulte em desenvolvimento de longo prazo para os municípios envolvidos.


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