A Defesa Civil de Três Lagoas esteve no Assentamento Pontal do Faia em visita técnica voltada ao mapeamento de riscos e ao levantamento das demandas da comunidade rural — uma iniciativa que ganha urgência diante do avanço do período de estiagem no interior de Mato Grosso do Sul. Os agentes Meire Cristina Rodrigues da Silva e Luiz Fabiano Vitório da Silva percorreram a área, ouviram o sitiante Elias, seu neto e outros moradores vizinhos, e registraram os pontos que merecem atenção preventiva.
O trabalho faz parte de uma estratégia de presença permanente da Defesa Civil nas áreas rurais do município — regiões historicamente mais vulneráveis a emergências climáticas e que, por sua distância dos centros urbanos, demandam planejamento antecipado. Com o calendário de secas se intensificando em boa parte do Estado, o órgão tem priorizado justamente os assentamentos e propriedades rurais onde a chegada de socorro pode levar mais tempo.
Durante a visita, a equipe conduziu um diagnóstico das condições locais, identificando possíveis fragilidades relacionadas ao clima seco e à infraestrutura da propriedade. A conversa com os moradores permitiu cruzar a percepção técnica dos agentes com o conhecimento empírico de quem vive no lugar — uma metodologia que a Defesa Civil tem adotado para tornar o planejamento mais preciso e menos genérico.
Além dos riscos imediatos, foram ouvidas demandas da comunidade que poderão orientar ações futuras do órgão na região. Esse tipo de escuta ativa é o que diferencia uma visita preventiva de um simples checklist administrativo: ao conhecer a rotina e as preocupações dos moradores, os agentes conseguem antecipar cenários e sugerir medidas concretas antes que qualquer emergência se instale.
O período de estiagem em Mato Grosso do Sul eleva consideravelmente o risco de incêndios em propriedades rurais, queda na qualidade e disponibilidade de água, além de aumentar a vulnerabilidade de estruturas mais antigas. Para assentamentos como o Pontal do Faia, onde parte das famílias depende diretamente do campo para subsistência, os impactos de uma emergência mal gerenciada podem ser devastadores.
É nesse contexto que a Defesa Civil justifica o investimento em visitas técnicas regulares. Chegar antes do problema é mais barato — e muito mais eficaz — do que mobilizar equipes de resgate após um desastre. A lógica preventiva, embora nem sempre ganhe manchetes, é o que sustenta a segurança das populações rurais em municípios de grande extensão territorial como Três Lagoas.
As informações coletadas na visita ao Assentamento Pontal do Faia serão incorporadas ao planejamento do órgão, que deve dar continuidade ao ciclo de visitas a outros assentamentos e propriedades rurais do município. A Defesa Civil de Três Lagoas mantém canal de atendimento pelo número (67) 98139-3237, disponível para moradores que queiram acionar a equipe ou solicitar orientações preventivas.
Para os moradores da zona rural — de Três Lagoas e de outros municípios do interior de MS —, iniciativas como essa representam mais do que uma visita institucional: são o sinal de que o poder público enxerga a vida no campo como prioridade, e não como apêndice das políticas urbanas. Com as mudanças climáticas tornando os eventos extremos cada vez mais frequentes e intensos, ampliar esse modelo de acompanhamento contínuo é uma das apostas mais inteligentes que gestões municipais podem fazer.
Fontes: PREFEITURA DE TRÊS LAGOAS