Brasil vence “segundo jogo” contra o Japão e abre caminho para exportar carne bovina

Após conquistar status sanitário histórico, país avança nas negociações para acessar um mercado que movimenta cerca de US$ 4 bilhões por ano

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Se dentro de campo o Brasil venceu o Japão por 2 a 1, fora dos gramados existe uma disputa ainda mais estratégica: a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira.

O motivo da comparação está no fato de que o Japão é um dos mercados mais valiosos e exigentes do mundo para a importação de carne bovina.

O país asiático compra do exterior cerca de 70% da carne que consome e movimenta aproximadamente US$ 4 bilhões por ano, sendo abastecido principalmente por Estados Unidos e Austrália. 

Durante décadas, um dos principais obstáculos para a entrada da carne brasileira nesse mercado foi a exigência sanitária japonesa de que o país exportador fosse reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação.

Essa barreira começou a ser superada em maio de 2025, quando o Brasil recebeu oficialmente esse reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). 

O novo status sanitário elevou a credibilidade da pecuária nacional e abriu caminho para negociações comerciais com mercados considerados premium, entre eles o japonês. 

Em abril de 2026, uma missão técnica do Japão esteve no Brasil para auditar o sistema sanitário brasileiro.

Os especialistas avaliaram procedimentos de vigilância, controle de doenças, rastreabilidade e fiscalização dos rebanhos nos estados do Sul, etapa considerada decisiva para uma futura autorização das exportações. 

Embora a abertura oficial do mercado ainda dependa da conclusão das análises japonesas, o setor agropecuário brasileiro vê a situação com otimismo.

A expectativa é que a entrada da carne brasileira no Japão amplie as exportações, gere maior valor agregado ao produto nacional e fortaleça ainda mais a presença do Brasil no mercado asiático.

A conquista é resultado de um trabalho sanitário de longo prazo. O Brasil completa em 2026 duas décadas sem registrar focos de febre aftosa e consolidou um sistema de vigilância reconhecido internacionalmente, fator que foi fundamental para a obtenção do novo certificado sanitário. 

Assim, o "segundo jogo"  não se refere ao futebol, mas à disputa comercial travada há mais de 20 anos para conquistar a confiança do mercado japonês.

E, nessa partida, o Brasil deu um passo importante rumo a uma das maiores vitórias do agronegócio nacional. 


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