CEOs das maiores aéreas apontam gargalos e cobram agenda estratégica para o turismo
Executivos defendem redução de custos, menos judicialização e maior articulação com o governo federal
O turismo brasileiro segue sendo apontado como um dos principais vetores de crescimento da economia nacional, mas ainda enfrenta entraves estruturais que limitam seu avanço.
Apesar do potencial reconhecido, fatores como custos elevados, insegurança jurídica e falta de planejamento de longo prazo comprometem a competitividade do país no cenário global.
Esse diagnóstico foi reforçado durante o Seminário LIDE Turismo, realizado em 10 de junho de 2026, na Casa LIDE, em São Paulo.
O encontro reuniu lideranças do setor para discutir caminhos para fortalecer a aviação e impulsionar o turismo no Brasil.
O debate teve como destaque a participação dos CEOs das três maiores companhias aéreas do país:
Jerome Cadier, CEO da LATAM Brasil Celso Ferrer, CEO da GOL Linhas Aéreas
John Rodgerson, CEO da Azul Linhas Aéreas
Em um raro momento de convergência, os executivos deixaram de lado a concorrência direta e apresentaram um diagnóstico comum sobre os gargalos que afetam o setor.
Entre os principais pontos críticos destacam-se o alto custo do combustível de aviação, considerado um dos mais elevados do mundo, e a judicialização excessiva, que aumenta despesas e gera insegurança operacional.
Outro fator apontado foi a falta de continuidade nas políticas públicas e a ausência de uma agenda estratégica integrada para o turismo e a aviação.
Na avaliação dos CEOs, o país carece de planejamento consistente que alinhe investimentos, infraestrutura e incentivos econômicos.
Também houve preocupação com os impactos da reforma tributária, que pode elevar significativamente os custos das companhias aéreas e, consequentemente, o preço das passagens para o consumidor.
Apesar dos desafios, houve consenso sobre a necessidade de ampliar o diálogo com o Governo Federal.
Os executivos defenderam uma interlocução mais assertiva para construir um ambiente mais competitivo, com redução de custos, maior previsibilidade regulatória e estímulo à expansão da malha aérea.
Para o setor, o avanço dessas medidas é fundamental para transformar o turismo em uma alavanca efetiva de desenvolvimento econômico.
Com maior integração entre iniciativa privada e poder público, o Brasil pode converter seu potencial em resultados concretos, gerando emprego, renda e oportunidades em diversas regiões do país.