Petrobras e Itaú puxam Ibovespa para queda de 1,73%; dólar cai a R$ 5,08

Bolsa brasileira recua na sessão desta sexta-feira (7) enquanto Wall Street fecha no campo positivo e ouro dispara 2,33%.

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O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira, 7 de agosto de 2026, com queda de 1,73%, fechando aos 172.513 pontos. As perdas foram puxadas principalmente pelas ações de Petrobras e dos grandes bancos, que recuaram com força ao longo do pregão. Ao mesmo tempo, o dólar comercial aliviou e terminou cotado a R$ 5,0836 na venda, uma baixa de 0,46% frente ao fechamento anterior.

A divergência entre o mercado doméstico e as bolsas norte-americanas ilustra o momento de incerteza que o investidor brasileiro enfrenta: enquanto o Dow Jones subiu 0,28% e o Nasdaq avançou 1,3% em Nova York, o índice brasileiro não conseguiu sustentar a máxima de 176.117 pontos registrada pela manhã e virou para o negativo durante a tarde, encerrando próximo da mínima do dia, de 172.131 pontos. O volume financeiro negociado ficou em R$ 0,92 bilhão.

Petrobras e bancos lideram as perdas no pregão

Entre os papéis que mais pesaram sobre o índice, Petrobras PN caiu 2,99%, cotada a R$ 40,87, enquanto Petrobras ON recuou ainda mais, 3,42%, fechando a R$ 45,69. No setor financeiro, Itaú Unibanco PN perdeu 2,58%, a R$ 40,75, e Bradesco PN cedeu 2,2%, a R$ 17,31. A Itausa PN também recuou 2,22%, para R$ 13,21.

A mineradora Vale, que tem peso relevante na composição do índice, apresentou desempenho menos negativo: tanto as ações preferenciais quanto as ordinárias recuaram 0,56%, ambas fechando a R$ 74,97. Já a Ambev ON caiu 1,15%, encerrando a R$ 15,48. No acumulado de 2026, o Ibovespa ainda mantém alta de 7,07%, embora o desempenho só em agosto já acuse variação negativa de 3,08%.

Dólar recua e ouro dispara em dia de apetite por segurança

No câmbio, o movimento foi de alívio para quem precisou converter moeda. O dólar turismo fechou com baixa de 1,45%, cotado a R$ 5,15 na compra e R$ 5,24 na venda — notícia relevante para quem planeja viagens internacionais ou compras no Paraguai, onde parte das transações segue referenciada no dólar. O dólar paralelo também recuou, 1,51%, com compra a R$ 5,17 e venda a R$ 5,27.

No mercado internacional, o ouro foi o grande destaque positivo do dia, avançando 2,33% e fechando a US$ 4.399,7 por onça-troy — sinal de que investidores globais buscaram ativos considerados porto seguro em meio à volatilidade. O euro ficou praticamente estável no exterior, a US$ 1,1557, mas no mercado doméstico o euro comercial cedeu 0,14%, para R$ 5,8770 na venda.

Reflexos para o consumidor e o comércio em Mato Grosso do Sul

A queda do dólar nesta sessão traz impacto direto para o cotidiano de quem vive em Mato Grosso do Sul, estado com extensa fronteira com o Paraguai e perfil fortemente ligado ao agronegócio exportador. Produtores de soja e pecuaristas que negociam contratos em dólar acompanham de perto cada variação cambial, já que o preço das commodities no campo é diretamente influenciado pela taxa de câmbio.

Para o consumidor que frequenta o comércio de Ciudad del Este ou realiza compras em Ponta Porã, o dólar mais barato significa preços relativamente mais altos em reais nos produtos dolarizados — embora a queda de 1,45% no dólar turismo seja moderada e não chegue a alterar de forma drástica o custo de uma viagem de compras. Nos juros, o CDI encerrou em 13,90% ao ano, mantendo a renda fixa como referência para aplicações de curto prazo.

O comportamento misto desta sexta — com Wall Street em alta e a bolsa brasileira em queda — reforça que fatores internos, como o desempenho das estatais e a percepção sobre o cenário fiscal, seguem sendo os principais vetores do humor do mercado doméstico. A próxima semana começa com investidores atentos aos dados econômicos que podem redefinir a trajetória do índice ao longo de agosto.

Fontes: B3, BANCO CENTRAL DO BRASIL