Mosca-do-estábulo provoca prejuízos à pecuária e vira problema recorrente em Costa Rica

Produtores relatam perdas no rebanho e cobram medidas contra avanço da praga ligada à atividade agrícola

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A infestação da chamada mosca-do-estábulo (Stomoxys calcitrans) segue como um dos principais problemas enfrentados por produtores rurais em Costa Rica, no norte de Mato Grosso do Sul. O inseto, que se alimenta de sangue, tem causado prejuízos à pecuária local e mobilizado autoridades e o setor produtivo em busca de soluções.

Impactos diretos no rebanho

Considerada uma praga de grande impacto, a mosca ataca bovinos e outros animais, provocando estresse, perda de peso, queda na produção de leite e, em casos mais graves, morte de animais.  

Produtores relatam que o problema afeta diretamente o dia a dia das propriedades, reduzindo a produtividade e aumentando os custos com manejo e controle sanitário.

Disputa judicial e denúncias

O tema também está no campo jurídico. Em 2026, decisões judiciais mantiveram a obrigação de uma usina adotar medidas para o manejo adequado de resíduos, após produtores denunciarem que o descarte de vinhaça teria contribuído para a proliferação das moscas. 

O processo envolve dezenas de produtores e se arrasta há mais de uma década, com relatos de prejuízos financeiros e até mortes de animais associadas à infestação. 

Relação com a produção de cana

Especialistas apontam que a expansão do cultivo de cana-de-açúcar e o manejo inadequado de resíduos orgânicos, como a vinhaça, favorecem a reprodução do inseto. 

A mosca se desenvolve em ambientes com matéria orgânica e umidade, o que aumenta o risco de surtos em regiões com forte atividade agroindustrial.

Problema antigo na região

A situação não é recente. Em Costa Rica, produtores enfrentam a infestação há anos, especialmente em períodos de safra, quando o problema tende a se intensificar. 

O histórico de ocorrências transformou a mosca-do-estábulo em um dos principais desafios sanitários da pecuária no município.

Ações e tentativa de controle

Diante do cenário, reuniões entre prefeitura, produtores, Ministério Público e entidades do setor têm sido realizadas para definir estratégias de combate à praga.

Entre as medidas discutidas estão:

manejo adequado de resíduos
controle de umidade no solo
instalação de armadilhas
monitoramento constante das áreas afetadas

Desafio ainda sem solução definitiva

Apesar das ações e estudos realizados, não há solução definitiva para o problema. Pesquisadores recomendam o manejo integrado e a atuação conjunta entre usinas e pecuaristas como caminho mais eficaz para reduzir os surtos. 

Enquanto isso, produtores seguem cobrando respostas mais rápidas e efetivas, diante dos prejuízos causados pela praga que continua impactando a economia rural da região.

 


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