Prévia do PIB avança 0,6% em fevereiro e sinaliza retomada gradual da economia
Resultado mensal indica reação da atividade econômica, impulsionada principalmente pelos setores de serviços e indústria no início de 2025
A economia brasileira registrou crescimento de 0,6% em fevereiro, de acordo com a prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado reforça a leitura de uma recuperação gradual da atividade econômica, após um início de ano marcado por cautela no consumo e ajustes no cenário macroeconômico.
O indicador, calculado a partir de dados setoriais, funciona como uma antecipação do desempenho do PIB oficial e é acompanhado de perto por analistas, investidores e formuladores de políticas públicas. O avanço observado em fevereiro reflete, sobretudo, a melhora nos setores de serviços e indústria, que vêm demonstrando maior dinamismo na comparação mensal.
No setor de serviços, a expansão está associada ao aumento do consumo das famílias, favorecido pelo mercado de trabalho ainda resiliente e pela desaceleração gradual da inflação. Atividades ligadas a transportes, comércio e serviços prestados às famílias contribuíram para o resultado positivo do mês.
A indústria também apresentou crescimento, impulsionada por uma leve recomposição dos estoques e pela melhora na confiança de alguns segmentos produtivos. Apesar disso, o setor segue operando com desafios, como o custo do crédito elevado e a demanda ainda moderada em alguns ramos.
Já a agropecuária teve desempenho mais contido no período, influenciada por fatores sazonais e ajustes após uma safra anterior robusta. Ainda assim, o setor continua sendo um dos pilares do crescimento econômico no médio prazo, especialmente nas regiões produtoras.
Na avaliação de especialistas, o avanço de fevereiro não elimina os riscos no horizonte, mas reforça a expectativa de crescimento moderado ao longo de 2025. A trajetória dos juros, o controle da inflação e o equilíbrio fiscal seguem como fatores decisivos para a sustentação da atividade econômica nos próximos meses.
Com o resultado, a economia brasileira mantém um ritmo de recuperação gradual, indicando que, apesar das incertezas no cenário interno e externo, há sinais concretos de continuidade do crescimento no curto prazo.