Cápsula Orion pousa no Oceano Pacífico e astronautas retornam à Terra

Missão histórica da NASA se encerra com splashdown próximo a San Diego — primeira vez que humanos retornam de uma órbita lunar desde a Apollo 17, em 1972

Por

A missão Artemis II começou com o lançamento bem‑sucedido do foguete SLS, da NASA, em 1º de abril, às 18h35, a partir da Plataforma 39B do Kennedy Space Center, na Flórida, levando os primeiros humanos em direção à Lua desde 1972.

Quatro astronautas viajaram a bordo da cápsula Orion, em uma jornada ao redor da Lua e de volta à Terra: Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA).

O pouso estava programado para as 20h07 (horário de Brasília) desta sexta‑feira, 10 de abril, no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, nos Estados Unidos.

Durante os 10 dias de missão, a tripulação quebrou o recorde de maior distância já percorrida por seres humanos em relação à Terra, alcançando 252.756 milhas, marca registrada em 6 de abril.

A reentrada da cápsula na atmosfera foi considerada um dos momentos mais críticos da missão. Isso porque o escudo térmico da Orion possui falhas de projeto já conhecidas: durante o voo de teste não tripulado da Artemis I, em 2022, o equipamento sofreu danos inesperados. Para reduzir os riscos, a NASA adotou uma trajetória de reentrada modificada, com descida mais rápida e em ângulo mais íngreme, diminuindo o tempo de exposição ao calor extremo.

O sistema de pouso utilizou uma sequência de 11 paraquedas, desacelerando a cápsula para cerca de 32 km/h, o que garantiu um splashdown considerado suave pelas equipes de recuperação.

Um dos momentos mais emocionantes da missão ocorreu quando o astronauta Jeremy Hansen revelou que ele, Christina Koch e Victor Glover decidiram batizar informalmente uma cratera lunar de “Carroll”, em homenagem à esposa do comandante Reid Wiseman, que faleceu em 2020, vítima de câncer. Durante o anúncio, os colegas foram vistos visivelmente emocionados, enxugando as lágrimas.

Ao longo da missão, a tripulação também registrou imagens inéditas, incluindo vistas impressionantes do lado oculto da Lua e um raro “Earthset” — fenômeno semelhante ao pôr do sol, mas com a Terra se pondo atrás do horizonte lunar.

O splashdown marca uma etapa decisiva do programa Artemis, validando sistemas que serão usados em futuras missões tripuladas à Lua, incluindo a Artemis III, que prevê o retorno de astronautas à superfície lunar.


Notícias Relacionadas »