PL vira maior bancada da Alems após janela partidária com 13 trocas em MS

Encerrado o prazo de 30 dias nesta sexta-feira (3), PSDB encolheu pela metade e Republicanos quadruplicou representação na Assembleia Legislativa de MS.

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PL vira maior bancada da Alems após janela partidária com 13 trocas em MS
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A janela partidária de 2024 fechou nesta sexta-feira, 3 de abril, redesenhando o mapa político da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). Do total de 24 deputados estaduais, nada menos que 13 trocaram de legenda durante o período de trânsito livre, consolidando o bloco de apoio ao governador Eduardo Riedel (PP) e alterando profundamente a correlação de forças para as eleições de outubro.

  • O quê: Encerramento da janela partidária com 13 mudanças de partido entre os 24 deputados estaduais de MS
  • Quando: Sexta-feira, 3 de abril de 2024
  • Onde: Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e bancada federal em Brasília
  • Impacto: PL torna-se maior bancada da Alems; PSDB perde metade das cadeiras estaduais e some da Câmara dos Deputados

PL salta de 3 para 7 cadeiras e assume liderança na Assembleia de MS

O grande vencedor do período foi o PL, sigla comandada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja. A legenda entrou na janela com apenas três deputados e saiu com sete cadeiras, tornando-se a maior bancada da Casa. O crescimento veio, em grande parte, do enfraquecimento do PSDB: três ex-tucanos — Mara Caseiro, Paulo Corrêa e Zé Teixeira — migraram para o PL. Também engrossaram as fileiras da legenda o deputado Márcio Fernandes, oriundo do MDB, e o retorno de Lucas de Lima, que havia deixado o partido após disputa judicial com o PDT. Coronel David e Neno Razuk completam o time, tendo permanecido na sigla. A única baixa foi João Henrique Catan, que migrou ao Novo para disputar o governo estadual na oposição.

Republicanos quadruplica bancada; MDB e PSDB perdem espaço

O Republicanos foi a legenda que mais cresceu proporcionalmente: saiu de uma cadeira para quatro. Além do deputado Antônio Vaz, que já liderava o partido no estado, chegaram Pedro Pedrossian Neto (ex-PSD), Renato Câmara (ex-MDB) e Roberto Hashioka (ex-União Brasil). O movimento é estratégico: o vice-governador Barbosinha também migrou ao Republicanos, garantindo sua posição na chapa de reeleição de Riedel. Do outro lado, o MDB foi o partido que mais sangrou: perdeu dois deputados e ficou com apenas Junior Mochi representando a legenda no plenário. O PSDB, que chegou à janela como uma das maiores bancadas, terminou o período com somente três deputadosPedro Caravina, Lia Nogueira e Paulo Duarte, este último recém-chegado do PSB. A federação PP–União Brasil segurou quatro deputados, com destaque para a chegada de Jamilson Name ao PP, a pedido direto do governador. O PT foi o único partido sem qualquer alteração, mantendo o trio Zeca do PT, Pedro Kemp e Gleice Jane. O deputado Lidio Lopes, que estava sem partido desde a extinção do Patriota em 2023, encerrou sua situação irregular ao se filiar ao Avante, assumindo a presidência da legenda no estado.

Bancada federal: PSDB desaparece da Câmara e PP e União Brasil se fortalecem

No plano federal, as movimentações concentraram-se na Câmara dos Deputados e ocorreram principalmente na reta final do prazo. O deputado federal Beto Pereira foi o primeiro a deixar o PSDB, abrindo caminho para uma debandada que eliminou completamente a representação tucana em Brasília. Dagoberto Nogueira seguiu o caminho e se filiou ao PP, que passou a ter dois representantes federais — o outro é Luiz Ovando. Por último, Geraldo Resende confirmou adesão ao União Brasil, reforçando a federação União-Progressistas no Congresso. Com isso, o Senado não registrou alterações, enquanto a Câmara ganhou novo equilíbrio favorável ao campo governista.

O redesenho partidário de Mato Grosso do Sul consolida, ao menos por ora, uma base ampla em torno da reeleição de Eduardo Riedel. Com PL, Republicanos, PP e União Brasil alinhados, o governador chega ao segundo semestre com fôlego político reforçado tanto no legislativo estadual quanto na representação federal — cenário que tende a influenciar diretamente as composições de chapa e as disputas municipais no interior do estado ao longo do ano eleitoral.

Fontes: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MATO GROSSO DO SUL, TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL


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