60 anos sem academia? Especialista explica como iniciar atividade física com segurança

Começar a se exercitar após os 60 anos é possível e seguro quando a progressão respeita o ritmo do corpo, aponta especialista em bem-estar.

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60 anos sem academia? Especialista explica como iniciar atividade física com segurança
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Nunca ter pisado em uma academia ou mantido qualquer rotina de atividade física e chegar à casa dos 60 anos sem esse hábito não significa que a janela se fechou. Pelo contrário: especialistas em bem-estar afirmam que esse pode ser o momento mais importante para dar o primeiro passo — e que o corpo, quando bem conduzido, responde melhor do que muita gente imagina.

Por que começar agora faz diferença

A lógica de quem acredita que a idade avançada inviabiliza o exercício ignora o que a ciência já demonstrou: o organismo humano mantém capacidade de adaptação muito além dos 50 ou 60 anos. O que muda, segundo especialistas, é a abordagem. Nessa fase da vida, o objetivo central não é bater recordes nem atingir alta performance, mas recuperar e preservar funções corporais básicas — equilíbrio, mobilidade articular, força suficiente para as tarefas do dia a dia e resistência cardiovascular mínima.

Para quem passa décadas sem movimentar o corpo de forma estruturada, pequenas disfunções musculares, articulares e posturais tendem a se acumular. Por isso, a recomendação unânime entre profissionais de saúde é que qualquer início de rotina de exercícios nessa faixa etária seja precedido de uma avaliação médica completa — relatando ao profissional dores crônicas, cirurgias recentes, medicamentos em uso e eventuais restrições de movimento.

Os três pilares recomendados para quem está começando

Uma vez liberado pelo médico, o protocolo mais indicado para iniciantes acima dos 60 anos gira em torno de três eixos complementares. O primeiro é o treinamento de força: movimentos como agachamentos assistidos e exercícios com pesos leves ajudam a preservar a massa muscular — que naturalmente diminui com o envelhecimento — e também contribuem para a densidade óssea, reduzindo o risco de fraturas.

O segundo eixo é o trabalho de mobilidade e amplitude de movimento, essencial para proteger as articulações e manter a independência nas atividades cotidianas. Alongamentos dinâmicos e exercícios de flexibilidade fazem parte dessa categoria. Já o terceiro pilar é o cardio leve: caminhadas em ritmo acelerado, ciclismo em terreno plano ou natação são modalidades de baixo impacto que elevam a frequência cardíaca sem sobrecarregar as articulações.

A combinação desses três elementos, aliada a uma boa nutrição e ao descanso adequado entre as sessões, é o que gera benefícios reais e duradouros. Especialistas sugerem iniciar com duas a três sessões semanais de 30 a 45 minutos cada — frequência suficiente para produzir adaptações perceptíveis sem gerar fadiga excessiva ou risco de lesão.

Como evitar lesões e manter a constância

Um dos erros mais comuns entre quem começa tarde é tentar compensar o tempo perdido com intensidade exagerada nas primeiras semanas. Profissionais de saúde alertam que o caminho inverso é o mais eficaz: priorizar a técnica correta antes de aumentar a carga, respeitar os períodos de descanso entre os treinos e garantir um aquecimento adequado antes de cada sessão.

A constância, nesse caso, vale mais do que a intensidade. Criar um hábito sustentável — mesmo que modesto no início — é o que diferencia quem consegue manter a prática por anos daquele que abandona após o primeiro mês. O corpo responde ao estímulo gradual com ganhos progressivos de força, equilíbrio e disposição, independentemente da idade em que o processo começou.

No contexto de Mato Grosso do Sul, onde a população idosa cresce de forma acelerada — especialmente em Campo Grande e nos municípios do interior —, a adoção de hábitos de movimento após os 60 anos ganha relevância ainda maior para o sistema de saúde. Menos sedentarismo nessa faixa etária está diretamente associado à redução de internações por quedas, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2, aliviando a pressão sobre o SUS regional.

Fontes: MINISTÉRIO DA SAÚDE


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