Mato Grosso do Sul será incluído na estratégia piloto do Ministério da Saúde para vacinação contra a chikungunya, após solicitação da Secretaria de Saúde em resposta ao surto em Dourados, especialmente entre a população indígena. A vacina já aprovada pela Anvisa será aplicada inicialmente em áreas com maior impacto da doença, como Dourados, onde foram registrados óbitos. O Ministério da Saúde enviará equipes para capacitar os profissionais locais antes do início da vacinação, que começará pela população indígena. A expectativa é que, com os resultados, a oferta do imunizante pelo SUS seja ampliada.
Mato Grosso do Sul será incluído na estratégia piloto do Ministério da Saúde para a vacinação contra a chikungunya, após solicitação formal da Secretaria de Estado de Saúde (SES) motivada pelo cenário epidemiológico em Dourados, com atenção especial à população indígena.
O Estado já havia estruturado uma resposta técnica para pleitear a participação no programa nacional, inicialmente restrito a poucos municípios brasileiros.
O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, destacou a importância da articulação:
“Desde o início, acompanhamos o avanço da chikungunya no Estado e, diante do agravamento do cenário em Dourados, estruturamos uma resposta técnica consistente para garantir a inclusão de Mato Grosso do Sul. Essa é uma medida baseada em evidências e na necessidade de ampliar a proteção da população.”
A vacina contra a chikungunya já foi aprovada pela Anvisa e está em fase 4 de monitoramento, etapa que avalia sua efetividade em condições reais de uso. No Brasil, o imunizante é utilizado de forma controlada dentro de uma estratégia piloto conduzida pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Butantan, em municípios selecionados.
A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou a articulação entre as equipes técnicas:
“Essa é uma construção coletiva, que envolveu as equipes de imunização, vigilância e assistência. Trabalhamos de forma coordenada para apresentar um cenário técnico consistente, demonstrando a necessidade e a capacidade do Estado em participar dessa estratégia.”
A definição dos municípios contemplados considera critérios como situação epidemiológica, capacidade operacional e estrutura de vigilância. No caso de Mato Grosso do Sul, Dourados se enquadra como área prioritária, especialmente pelo impacto da doença nas comunidades indígenas.
A coordenadora de Imunização, Ana Paula Goldfinger, explicou:
“A emergência no território indígena de Dourados, com ocorrência de óbitos por chikungunya, reforçou o pedido de inclusão com prioridade para a aldeia, considerando o risco e a necessidade de resposta rápida.”
O Ministério da Saúde já confirmou o envio de equipes para capacitação dos profissionais de saúde em Mato Grosso do Sul. A vacinação terá início pela população indígena, com treinamento específico para garantir a aplicação segura e o correto monitoramento dos casos.
O gerente de Imunização, Frederico Moraes, reforçou a importância da preparação:
“O treinamento é fundamental para garantir a aplicação segura da vacina e o correto monitoramento dos casos, conforme os protocolos estabelecidos. A estratégia começa pela população indígena justamente pelo cenário epidemiológico mais sensível.”
O Instituto Butantan também realizará treinamentos com equipes de sala de vacina, previstos para a próxima semana, fortalecendo a rede estadual para a implementação da estratégia.
Por se tratar de uma estratégia piloto, a vacinação contra a chikungunya ainda ocorre de forma restrita e monitorada. A expectativa é que, com base nos resultados obtidos, haja ampliação gradual da oferta do imunizante pelo SUS.