Campo Grande enfrenta uma crise no estoque de sangue, especialmente do tipo A negativo, que está em nível crítico de 23%. O Hemosul pede doações urgentes, já que outros tipos, como O positivo e O negativo, também estão abaixo do ideal. O aumento da demanda é alarmante, impactando cirurgias e atendimentos de emergência, devido a casos recentes, como o de uma empresária gravemente ferida. Para doar sangue, é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos e estar em boas condições de saúde.
O estoque de sangue em Campo Grande entrou em nível crítico, levando o Hemosul Coordenador de Mato Grosso do Sul a fazer um apelo urgente por doações.
O tipo A negativo, considerado raro e presente em cerca de 8% da população, está em situação de emergência após um aumento repentino da demanda. Atualmente, o nível desse grupo sanguíneo está em apenas 23%, índice considerado crítico para o atendimento hospitalar.
Segundo a assessora de comunicação do Hemosul, Mayra Francheschi, o cenário mudou rapidamente.
“O estoque estava confortável, mas houve um consumo elevado em poucos dias”, explicou.
Além do A negativo, outros tipos sanguíneos também estão abaixo do ideal. O tipo O positivo está em 82% e o O negativo em 67%, níveis que já acendem alerta devido à ampla utilização em atendimentos de urgência.
A queda nos estoques pode impactar diretamente a realização de cirurgias, atendimentos de emergência e tratamentos contínuos.
A orientação é que doadores compareçam o quanto antes para evitar o desabastecimento.
Para doar sangue, é necessário:
O procedimento é rápido, seguro e cada doação pode beneficiar mais de uma pessoa.
O atendimento ocorre no Hemosul Coordenador, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 1.304, no Centro de Campo Grande. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h; aos sábados, das 7h às 12h; e no primeiro sábado de cada mês, das 7h às 15h.
O alerta ocorre após um aumento recente na demanda por sangue na Capital.
A empresária Jamile Domingues, de 42 anos, ficou gravemente ferida após ser atropelada na região da Vila Carvalho. Ela teve a perna amputada e segue internada na UTI da Santa Casa de Campo Grande.
O motorista envolvido no acidente fugiu sem prestar socorro e ainda não foi localizado.