O Governo de Mato Grosso do Sul regulamentou o uso do Nirsevimabe para proteger bebês de até dois anos contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O anticorpo monoclonal oferece proteção imediata, priorizando prematuros e crianças com comorbidades. A aplicação deverá ocorrer na maternidade para prematuros e pela Rede de Imunobiológicos Especiais para os demais casos, ampliando o atendimento em várias unidades de saúde. A medida visa reduzir internações e complicações respiratórias na infância.
O Governo de Mato Grosso do Sul regulamentou o uso do Nirsevimabe para proteção de bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de infecções respiratórias graves na primeira infância.
A medida, publicada pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, autoriza a aplicação do anticorpo em crianças de até dois anos e reforça a estratégia de prevenção de casos graves, como a bronquiolite.
O avanço reposiciona a atuação da rede pública ao priorizar a proteção antecipada, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, reduzindo o risco de internações e complicações clínicas.
Diferente das vacinas tradicionais, o Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que oferece proteção imediata ao organismo. Na prática, a criança já recebe a defesa pronta contra o vírus, sem precisar aguardar a resposta imunológica.
A estratégia é considerada essencial sobretudo para bebês prematuros e crianças com condições clínicas mais sensíveis, em que o tempo de resposta pode ser determinante para evitar agravamentos.
A resolução estabelece dois grupos principais para a aplicação:
O primeiro inclui bebês prematuros, nascidos com menos de 37 semanas de gestação, que poderão receber o medicamento independentemente da vacinação materna.
O segundo contempla crianças de até 24 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas graves, doenças pulmonares crônicas, imunocomprometimento, fibrose cística, doenças neuromusculares, anomalias de vias aéreas e Síndrome de Down.
Para prematuros, a orientação é que a aplicação ocorra ainda na maternidade, antes da alta hospitalar, garantindo proteção desde os primeiros dias de vida.
Já para os demais casos, o atendimento será realizado pela Rede de Imunobiológicos Especiais, mediante solicitação médica no sistema estadual.
Para viabilizar a medida, o Estado habilitou unidades hospitalares como centros intermediários de aplicação, ampliando a capacidade de atendimento em diferentes regiões.
Entre as unidades contempladas estão hospitais em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã e outros municípios do interior.
Na Capital, fazem parte da rede unidades como a Associação de Amparo à Maternidade e à Infância (AAMI), a Santa Casa de Campo Grande e o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul.
A ampliação da estrutura busca garantir que o medicamento seja aplicado de forma rápida e eficiente, especialmente nos casos de maior risco.
Com a regulamentação, o Estado reforça a estratégia de enfrentamento às doenças respiratórias na infância, focando na prevenção precoce e na redução da pressão sobre maternidades e unidades hospitalares.
A efetividade da política, no entanto, dependerá da agilidade na identificação dos pacientes elegíveis e da capacidade da rede em garantir o acesso ao tratamento no momento adequado.