Mutirão vistoria 2,2 mil casas no combate à chikungunya em aldeias

Ação identificou 589 focos do mosquito Aedes aegypti em três dias de mobilização na Reserva Indígena de Dourados

Por -Gabriela Porto
Mutirão vistoria 2,2 mil casas no combate à chikungunya em aldeias
Maioria dos focos foi encontrada em caixas d’água, pneus, garrafas e recipientes com água parada. - Foto: Divulgação
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Um mutirão na Reserva Indígena de Dourados, coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde, vistoriou 2.255 moradias e identificou 589 focos de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre chikungunya. A maioria dos focos foi encontrada em recipientes com água parada. As autoridades de saúde estão preocupadas, com 99 casos confirmados e 183 notificações da doença. A mobilização envolve diversas entidades, com a necessidade de colaboração da população para eliminar pontos de água acumulada e conter a epidemia.

Um mutirão de combate à epidemia de febre chikungunya vistoriou 2.255 moradias em três dias de mobilização na Reserva Indígena de Dourados. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde de Dourados com apoio de órgãos estaduais e federais.

Durante as vistorias, agentes identificaram 589 focos de larvas do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença.

As equipes também realizaram tratamento químico em 1.156 casas e borrifação com máquina costal em 43 imóveis nas aldeias Jaguapiru e Bororó.

Maioria dos focos em recipientes com água parada

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, cerca de 90% dos focos estavam em caixas d’água, garrafas pet, pneus, recipientes utilizados para água de animais e lixo acumulado nos quintais.

Além da borrifação manual, também foram utilizadas duas máquinas de nebulização a frio, conhecidas como Leco, para aplicação de inseticida em diferentes pontos das aldeias.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, a colaboração da população é essencial para conter o avanço da doença.

“Não estamos medindo esforços para conter o avanço da febre chikungunya na reserva, mas a população precisa fazer a parte dela, eliminando pontos de água parada”, afirmou.

Avanço da doença preocupa autoridades

A situação na reserva preocupa as autoridades de saúde. No primeiro dia do mutirão, foram encontrados 171 focos do mosquito durante vistoria em 664 imóveis nas duas aldeias.

No segundo dia de mobilização, as equipes vistoriaram 849 moradias e localizaram 211 novos focos do mosquito transmissor.

Segundo o boletim epidemiológico mais recente, já são 99 casos confirmados de febre chikungunya na reserva indígena, além de 183 notificações que ainda estão em investigação.

Ação reúne diferentes órgãos

A mobilização envolve equipes da Prefeitura de Dourados, das secretarias municipais de Saúde e Serviços Urbanos, além do apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e do Distrito Sanitário Especial Indígena.

A Prefeitura de Dourados destaca que a atenção primária à saúde nas aldeias é responsabilidade do governo federal. Mesmo assim, diante da confirmação da epidemia, o município decidiu mobilizar diferentes órgãos para ampliar as ações de combate ao mosquito.


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