Campo Grande terá primeiro hotel da rede Hilton no Centro-Oeste
Empreendimento com investimento de R$ 90 milhões deve ter 120 quartos e estrutura para eventos e negócios na capital
Empreendimento da bandeira Tapestry Collection by Hilton terá investimento de R$ 90 milhões e cerca de 120 quartos. - Imagem: Divulgação
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Campo Grande receberá seu primeiro hotel da rede Hilton, da Tapestry Collection, com investimento de 90 milhões de reais e previsão de 120 apartamentos. O local será estratégico para o turismo de negócios, tendo espaços para eventos que atenderão tanto hóspedes quanto moradores. O projeto considerou características ambientais da cidade, como a preservação da avifauna, e visa fortalecer a economia local e a visibilidade nacional e internacional. A chegada do hotel está relacionada ao crescimento do turismo na região, especialmente como ponto de conexão para destinos como o Pantanal e Bonito.
Campo Grande vai receber o primeiro empreendimento da rede internacional Hilton Hotels & Resorts na região Centro-Oeste. O hotel será da bandeira Tapestry Collection by Hilton e terá investimento estimado em 90 milhões de reais.
O empreendimento será o quarto hotel dessa categoria no Brasil e deve ampliar a oferta de hospedagem de alto padrão na capital, além de fortalecer a estrutura voltada ao turismo de negócios e eventos.
O projeto prevê cerca de 120 apartamentos e espaços destinados ao público corporativo, com ambientes para reuniões e eventos que poderão ser utilizados tanto por hóspedes quanto por moradores da cidade.
Localização estratégicaO hotel será construído na Avenida Mato Grosso, nas proximidades da rotatória da Via Park, uma das regiões que concentram atividades comerciais e empresariais da capital.
De acordo com o diretor-presidente da Revpar Incorporações, empresa responsável pelo empreendimento, Danilo Canuto, o prazo estimado para conclusão da obra é de até 48 meses após a liberação das licenças necessárias.
A proposta é desenvolver um hotel voltado principalmente ao público empresarial, acompanhando a demanda crescente por hospedagens estruturadas para eventos corporativos e reuniões de negócios.
Projeto leva em conta características da cidadeDurante o planejamento do empreendimento, alguns aspectos ambientais e urbanos da capital foram considerados no projeto arquitetônico.
Um dos exemplos está no uso de vidro na fachada do prédio. A solução precisou ser analisada com cuidado para evitar impactos na avifauna local, já que Campo Grande é conhecida pela presença frequente de aves em áreas urbanas.
Segundo o diretor sênior de Desenvolvimento da rede Hilton no Brasil, Leonardo Lido, essa característica da cidade faz parte da experiência de quem visita a capital.
Ele relata que, durante visitas à área onde o hotel será construído, foi possível observar aves típicas da região, como tucanos, sobrevoando o local, um cenário que costuma chamar a atenção de turistas.
Expansão da rede no BrasilEste será o primeiro hotel da rede Hilton no Centro-Oeste e um dos empreendimentos mais sofisticados da bandeira Tapestry Collection no país.
Para a empresa, a escolha de Campo Grande está relacionada à posição estratégica da cidade como porta de entrada para importantes destinos turísticos da região.
Quando se fala em Mato Grosso do Sul, locais como o Pantanal e Bonito são frequentemente lembrados por turistas nacionais e internacionais, e a capital funciona como ponto de conexão para esses destinos.
Turismo e desenvolvimento econômicoA chegada de um empreendimento desse porte também está associada ao crescimento do turismo e à expansão econômica da capital.
Para a prefeita Adriane Lopes, investimentos desse tipo contribuem para ampliar a visibilidade da cidade no cenário nacional e internacional.
Ela destaca que novos equipamentos turísticos ajudam a atrair eventos, visitantes e oportunidades de negócios, fortalecendo diferentes setores da economia local.
Outro fator considerado estratégico é a Rota Bioceânica, corredor internacional que vai conectar o Brasil aos portos do Oceano Pacífico.
O projeto envolve cerca de vinte cidades ao longo do trajeto e deve impactar diretamente aproximadamente vinte milhões de pessoas, ampliando a integração logística e comercial entre países da América do Sul.
Além do novo hotel, outras iniciativas também vêm sendo discutidas para impulsionar o potencial econômico e turístico de Campo Grande, como a retomada do Porto Seco, melhorias na estrutura do autódromo e a realização de grandes eventos, entre eles a Expogrande.
A expectativa é que o conjunto dessas ações contribua para ampliar a movimentação econômica e fortalecer o posicionamento da capital como ponto estratégico de negócios e turismo no país.