Hospital Regional de Ponta Porã soma 140 mil atendimentos

Unidade avança em em cirurgias minimamente invasivas, certificações internacionais, humanização e sustentabilidade

- Redação MSConecta
11/02/2026 07h23 - Atualizado há 3 semanas
Hospital Regional de Ponta Porã soma 140 mil atendimentos
Hospital Regional de Ponta Porã amplia assistência para população da fronteira sul de MS. - Foto: HRPP
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O Hospital Regional de Ponta Porã (HRPP) finalizou 2025 com aproximadamente 140 mil atendimentos, destacando-se pela assistência em urgência e emergência, além de atuação cirúrgica significativa. O hospital implementou avanços tecnológicos, como a primeira cirurgia por videolaparoscopia e a introdução da laserterapia, melhorando os tratamentos e a qualidade do atendimento. Iniciativas de humanização e a criação de um protocolo de diagnóstico de morte encefálica também foram marcos importantes do ano. Adicionalmente, o HRPP recebeu certificação internacional de sustentabilidade e reconhecimento pelo desempenho assistencial, consolidando sua relevância na região de fronteira.

Referência para municípios da região sul de Mato Grosso do Sul e porta de entrada para uma população que circula diariamente entre Brasil e Paraguai, o Hospital Regional de Ponta Porã (HRPP) encerrou 2025 com aproximadamente 140 mil atendimentos realizados.

O volume expressivo reflete a complexidade da assistência em uma área de fronteira, onde a demanda é ampliada por fatores logísticos e populacionais. Do total registrado, mais de 61 mil atendimentos foram classificados como urgência e emergência, demonstrando o papel estratégico da unidade no suporte a casos críticos.

Além do atendimento clínico, o hospital apresentou desempenho relevante na área cirúrgica e obstétrica, com 4.324 procedimentos realizados e 1.525 partos efetuados ao longo do ano.

Avanço tecnológico eleva padrão assistencial

Entre os marcos de 2025 está a realização da primeira cirurgia por videolaparoscopia na unidade. A técnica, considerada menos invasiva, reduz o tempo de recuperação e minimiza complicações pós-operatórias, alinhando o hospital a protocolos modernos de intervenção.

A incorporação da laserterapia no tratamento de feridas também ampliou as possibilidades terapêuticas, especialmente em pacientes com lesões complexas ou de difícil cicatrização.

Outro passo estruturante foi a criação de uma comissão dedicada à prevenção e tratamento de lesões cutâneas, reforçando a cultura de segurança do paciente e a qualificação técnica das equipes multiprofissionais.

Na UTI, o monitoramento de indicadores clínicos e a adoção de protocolos atualizados contribuíram para consolidar resultados assistenciais e garantir maior eficiência no cuidado intensivo.

Humanização como política permanente

Além dos indicadores técnicos, o hospital ampliou iniciativas voltadas ao acolhimento. Ao longo do ano, foram realizadas 154 ações de humanização, alcançando cerca de 1.500 pessoas entre pacientes e familiares.

O projeto “Laços de Amor” manteve atividades educativas e treinamentos práticos, como orientações sobre sinais de alerta em recém-nascidos e manobras de primeiros socorros.

A estratégia busca reduzir inseguranças, fortalecer vínculos e preparar famílias para situações de emergência, especialmente em contextos materno-infantis.

Marco técnico no diagnóstico de morte encefálica

Outro registro relevante foi a conclusão do primeiro protocolo completo de diagnóstico de morte encefálica na história da unidade. O procedimento seguiu critérios rigorosos e contou com exames complementares realizados em serviço especializado.

O cumprimento integral do protocolo posiciona o hospital como potencial unidade doadora, ampliando a possibilidade de captação de órgãos e contribuindo para reduzir o subdiagnóstico ainda presente no país.

Sustentabilidade como política institucional

Em dezembro, o HRPP recebeu certificação internacional Green Kitchen, reconhecimento voltado à gestão sustentável de cozinhas hospitalares. O selo atesta controle rigoroso do uso de água, destinação adequada de resíduos e segurança alimentar.

A unidade também mantém horta própria para abastecimento parcial do refeitório e realiza triagem sistemática de recicláveis destinados a cooperativas locais.

O planejamento ambiental inclui metas de redução de consumo energético e diminuição do uso de descartáveis, integrando responsabilidade socioambiental à rotina hospitalar.

Reconhecimento externo e estrutura consolidada

A UTI do hospital recebeu certificação internacional após monitoramento técnico conduzido por instituições especializadas em avaliação de desempenho assistencial.

Relatório recente do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul atestou conformidade técnica e dimensionamento adequado do quadro profissional.

Com 117 leitos, sendo 20 de terapia intensiva, e equipe composta por cerca de 100 médicos e 400 colaboradores, o Hospital Regional de Ponta Porã consolida-se como pilar da rede estadual na região de fronteira.


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