O Hemosul Coordenador, responsável pelos hemocentros de Mato Grosso do Sul, agora exige um prazo de inaptidão temporária de 14 dias para doadores que usam canetas emagrecedoras, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. Essa mudança visa aumentar a segurança e padronizar o processo, permitindo mais doadores desde que estejam em boas condições de saúde. Para medicamentos não regularizados, o prazo permanece em seis meses, e quem foi considerado inadequado anteriormente pode solicitar nova avaliação. A atualização também reforça a importância da triagem clínica e orientações para uma doação segura.
O Hemosul Coordenador, responsável pela rede de hemocentros de Mato Grosso do Sul, passou a adotar novas exigências para a doação de sangue de pessoas que utilizam canetas emagrecedoras. A principal mudança é a redução do prazo de inaptidão temporária, que agora passa a ser de 14 dias para quem faz uso de medicamentos regularizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A atualização segue nota técnica do Ministério da Saúde e estabelece um critério nacional para a triagem de doadores, substituindo os prazos anteriormente adotados de forma preventiva, que variavam entre seis meses e um ano, devido à ausência de diretrizes específicas.
Com a nova orientação, o uso das chamadas canetas emagrecedoras deixa de ser, por si só, um impedimento prolongado para a doação de sangue, desde que o candidato esteja em boas condições de saúde no momento da coleta.
De acordo com o Hemosul, o intervalo de 14 dias deve ser respeitado após o início do uso do medicamento, alteração ou aumento da dose e também após a ocorrência de sintomas associados ao tratamento. A contagem começa somente após a completa resolução dos efeitos e quando a pessoa se sente apta para doar.
A gerente técnica da rede Hemosul, Andrea Campos, explica que a mudança traz mais segurança e padronização ao processo. “O foco é sempre a segurança do doador e do receptor. Agora conseguimos aplicar um prazo mais adequado, baseado em evidências e alinhado às orientações nacionais”, afirma.
Segundo ela, a definição de um critério único facilita o trabalho das equipes de triagem e amplia o acesso de potenciais doadores, sem comprometer a qualidade do sangue coletado.
Para pessoas que fizeram uso de medicamentos não regularizados pela Anvisa, o prazo de inaptidão temporária permanece em seis meses. Nesses casos, a triagem clínica continua sendo essencial para identificar a substância utilizada, a procedência do produto e as condições gerais de saúde do candidato.
O Hemosul reforça que a análise é sempre individualizada e considera o histórico clínico e o bem-estar do doador no dia da doação.
Pessoas que procuraram unidades do Hemosul antes da publicação da nova regra e foram consideradas inaptas exclusivamente pelo uso de canetas emagrecedoras podem retornar para nova avaliação.
A orientação é que o candidato informe, logo na recepção, que houve impedimento anterior por esse motivo. A partir disso, será realizada uma nova triagem clínica, já com base nos critérios atualizados.
“A redução do prazo não elimina a avaliação individual. Cada doador continua sendo analisado com cuidado. A mudança traz mais clareza, segurança e uniformidade para todo o processo”, reforça Andrea Campos.
O Hemosul orienta que os doadores mantenham boa hidratação e alimentação equilibrada nos dias que antecedem a coleta, o que contribui para um procedimento mais tranquilo e uma recuperação mais rápida após a doação.
Podem doar sangue pessoas com idade entre 16 e 69 anos, peso mínimo de 51 quilos, em boas condições de saúde, bem alimentadas e descansadas no dia da doação, além de portar documento oficial com foto. Menores de 18 anos devem estar acompanhados do responsável legal.
Todos os candidatos passam por triagem clínica obrigatória, conforme normas do Ministério da Saúde. Segundo o Hemosul, a atualização das exigências amplia o número de doadores aptos e contribui para a manutenção dos estoques de sangue no Estado, sem abrir mão da segurança em todas as etapas do processo.