O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a oferecer a vacina contra bronquiolite, causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), para bebês prematuros e crianças com comorbidades, utilizando o anticorpo monoclonal nirsevimabe, que proporciona proteção imediata. Cerca de 300 mil doses foram distribuídas, priorizando os mais vulneráveis. A vacinação é indicada para bebês prematuros e crianças com até dois anos que apresentem condições de saúde específicas. Essa ação visa reduzir hospitalizações e complicações graves relacionadas ao VSR, que é a causa de muitos casos de bronquiolite e pneumonia em crianças pequenas. A imunização é considerada uma prioridade de saúde pública no Brasil.
A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece aos bebês prematuros e com comorbidades a vacina contra bronquiolite, causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da doença em crianças pequenas. O medicamento disponibilizado é o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal que fornece proteção imediata, sem a necessidade de o organismo do bebê produzir seus próprios anticorpos.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cerca de 300 mil doses já foram distribuídas em todo o país, garantindo cobertura inicial às crianças mais vulneráveis. “Com a inclusão do nirsevimabe no SUS, avançamos na proteção de bebês que têm maior risco de complicações graves decorrentes do VSR”, afirmou o ministro.
A vacinação está indicada para dois grupos principais:
O SUS já disponibiliza a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, oferecendo proteção neonatal desde o nascimento. Essa medida busca reduzir hospitalizações e casos graves em recém-nascidos, que são os mais susceptíveis às complicações da doença.
O Vírus Sincicial Respiratório é responsável por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite e por 40% das pneumonia em crianças menores de dois anos. Em 2025, até 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR, sendo que mais de 35,5 mil ocorrências ocorreram em crianças com menos de dois anos, ou seja, 82,5% do total de casos de SRAG por VSR.
Como a bronquiolite é predominantemente viral, não existe tratamento específico. O manejo clínico concentra-se no alívio dos sintomas, incluindo: suplementação de oxigênio, hidratação, terapia de suporte e uso de broncodilatadores em casos de chiado evidente.
O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal administrado via injeção, que fornece proteção imediata ao bebê. Diferente das vacinas tradicionais, ele não exige que o sistema imunológico do bebê produza anticorpos, tornando-o especialmente adequado para crianças com maior vulnerabilidade ou sistema imunológico ainda imaturo.
A expectativa é que a medida reduza o número de hospitalizações e complicações graves, dando mais segurança para famílias e para os serviços de saúde. Especialistas destacam que a vacinação precoce é uma das estratégias mais eficazes para prevenir casos graves de bronquiolite, uma doença que pode evoluir rapidamente e exigir internação em unidades de terapia intensiva.
O SUS reforça que a vacinação de bebês prematuros e crianças com comorbidades é uma prioridade de saúde pública, considerando o impacto do VSR na mortalidade e nas internações pediátricas.