Fátima do Sul, a 242 km de Campo Grande, é o principal foco de chikungunya em Mato Grosso do Sul, com 99 casos ativos. As autoridades locais confirmaram oficialmente o surto, ligado ao intenso fluxo de pessoas entre cidades da região. Atualmente, o estado registra 666 casos prováveis da doença, com foco na prevenção através da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, que a transmite. Não há vacina disponível, e o acompanhamento imediato é recomendado ao aparecer sintomas.
Fátima do Sul, município localizado a 242 quilômetros de Campo Grande, tornou-se o principal foco de chikungunya em Mato Grosso do Sul. Dados do Boletim Epidemiológico mais recente da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que a cidade concentra 99 casos ativos da doença, o equivalente a 79,2% de todas as confirmações laboratoriais registradas no estado.
A situação levou a Secretaria Municipal de Saúde a reconhecer oficialmente o surto da doença. A confirmação foi feita pelo coordenador de Vigilância Epidemiológica de Fátima do Sul, Josimar Figueiredo, que destacou fatores regionais que contribuem para o avanço da transmissão.
Segundo ele, o município está localizado em uma rota de passagem frequente entre cidades da região sul do estado e a capital, o que favorece a circulação intensa de pessoas e, consequentemente, do vírus.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o surto em Fátima do Sul não ocorreu de forma isolada. No ano anterior, municípios vizinhos como Vicentina, Jateí e Glória de Dourados já haviam enfrentado aumento expressivo de casos da doença.
Durante esse período, ações de controle e monitoramento foram realizadas com apoio da Defesa Civil. No entanto, a proximidade geográfica e o fluxo constante entre as cidades contribuíram para que o vírus chegasse a Fátima do Sul.
“A gente já esperava que isso pudesse acontecer. Fátima do Sul fica no meio do caminho, recebe muita gente diariamente, e isso acabou favorecendo a chegada do vírus”, explicou o coordenador.
Em todo Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Saúde contabiliza 666 casos prováveis de chikungunya. Desses, 125 estão ativos e confirmados por exames laboratoriais.
Até o momento, não há registro de mortes relacionadas à doença nem casos confirmados em gestantes, segundo o boletim oficial.
Após Fátima do Sul, Sete Quedas aparece como o segundo município com maior número de registros, somando 16 casos prováveis e 11 confirmados. Na sequência, Dourados contabiliza quatro casos prováveis, todos confirmados.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue, zika e febre amarela. Entre os principais sintomas estão febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e mal-estar geral.
Especialistas alertam que, sem acompanhamento adequado, a doença pode evoluir para quadros mais graves, com dores persistentes por meses.
Atualmente, não existe vacina contra a chikungunya. Por isso, as autoridades de saúde reforçam que a prevenção depende principalmente da eliminação dos criadouros do mosquito.
A recomendação é evitar água parada, manter quintais limpos, descartar corretamente o lixo e utilizar repelente, especialmente em áreas com maior circulação do Aedes aegypti.
Ao apresentar sintomas semelhantes aos da dengue ou chikungunya, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.