Inflação do aluguel sobe 0,41% em janeiro, mas tem queda em um ano

Em 12 meses, IGP-M da FGV recua 0,91%

Por -Gabriela Porto
Inflação do aluguel sobe 0,41% em janeiro, mas tem queda em um ano
Município de Campo Grande visto do alto. - Foto: PMCG/Divulgação
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O Índice Geral de Preços, Mercado (IGP-M), conhecido como "inflação do aluguel", iniciou 2026 com alta de 0,41%, após uma queda de 0,01% em dezembro. No acumulado de 12 meses, o índice registra uma retração de 0,91%, marcando três meses seguidos de queda anual. Os principais componentes do IGP-M são o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu 0,34%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) com alta de 0,51%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que teve variação de 0,63%. Apesar da queda no acumulado, isso não garante redução nos aluguéis devido a cláusulas contratuais que limitam os reajustes a variações positivas do índice.

O Índice Geral de Preços, Mercado (IGP-M), conhecido como “inflação do aluguel”, começou 2026 com alta de 0,41%. O resultado volta ao campo positivo depois de ter apresentado queda de 0,01% em dezembro.

No entanto, no acumulado de 12 meses, o indicador recua 0,91%, marcando o terceiro mês seguido de retração nas janelas de um ano. Em janeiro de 2025, quando o IGP-M subiu 0,27%, o acumulado chegava a 6,75%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O IGP-M é chamado de inflação do aluguel porque o resultado acumulado costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais.

Componentes

Os pesquisadores levam em conta três componentes para apurar o IGP-M. O de maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio.

Em janeiro, o IPA subiu 0,34%, puxado principalmente pelas altas do minério de ferro (4,47%), carne bovina (1,37%) e tomate (29,5%).

Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador. Em janeiro, o IPC subiu 0,51%. As maiores pressões de alta no bolso das famílias vieram do curso de ensino fundamental (3,83%), curso de ensino superior (3,13%) e gasolina (1,02%).

O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que ficou 0,63% no mês. Dentro do INCC, o item materiais, equipamentos e serviços subiu 0,34%; e a mão de obra, 1,03%.

Aluguel vai cair?

Apesar de ser conhecido como a inflação do aluguel, o IGP-M acumulado negativo não é certeza de que os aluguéis serão reajustados para baixo. Isso acontece porque alguns contratos incluem a expressão “reajuste conforme variação positiva do IGP-M”, o que faz, na prática, que só haja reajuste se o índice for positivo.

Para chegar ao IGP-M do mês, a FGV faz coleta de preços em capitais. O período de levantamento foi de 21 de dezembro de 2025 a 20 de janeiro.


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