Ibovespa supera os 184 mil pontos e registra o 8º recorde do ano
Índice avança mais de 1,5% em dia de Superquarta, enquanto dólar encerra estável com decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos no radar.
O Ibovespa registrou o 8º recorde do ano. -Foto: Pexels
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O Ibovespa atingiu seu oitavo recorde do ano, fechando em alta de 1,52% a 184.691 pontos, enquanto o dólar permaneceu estável a R$ 5,2055. Na "Superquarta", o Federal Reserve manteve as taxas de juros nos EUA inalteradas, apesar da pressão política para cortes, enquanto no Brasil, espera-se que o Copom mantenha a Selic em 15%. As bolsas globais tiveram desempenho misto, com Wall Street variando e a maioria das bolsas europeias em queda, enquanto os índices asiáticos fecharam em alta, impulsionados pela valorização do ouro.
O Ibovespa registrou o 8º recorde do ano nesta quarta-feira (28). O índice fechou em alta de 1,52%, aos 184.691 pontos. Na máxima do dia, alcançou os 185.065 pontos. Já o dólar encerrou estável, cotado a R$ 5,2055.
A primeira Superquarta de 2026 concentrou as atenções do mercado financeiro. Investidores avaliaram a decisão de juros nos Estados Unidos e seguem à espera do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve anunciar sua decisão sobre juros após o fechamento dos mercados.
Nos Estados Unidos, a decisão ocorre em meio à pressão política do presidente Donald Trump por maiores reduções nos juros. Nesta quarta-feira (28), no entanto, o Federal Reserve (Fed) decidiu interromper o ciclo de cortes e manteve as taxas inalteradas na faixa entre 3,50% e 3,75%.
Em entrevista a jornalistas, o presidente do Fed, Jerome Powell, indicou que um novo corte de juros é improvável no curto prazo. No Brasil, a expectativa majoritária é de manutenção da Selic em 15%, embora o mercado acompanhe o comunicado em busca de pistas sobre o início do ciclo de cortes. Parte dos analistas já vê espaço para sinalizações mais claras visando março.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Dólar- Acumulado da semana: -1,54%
- Acumulado do mês: -5,16%
- Acumulado do ano: -5,16%
- Acumulado da semana: +3,26%
- Acumulado do mês: +14,63%
- Acumulado do ano: +14,63%
As decisões de juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque da agenda desta quarta-feira (28), a chamada Superquarta.
No Brasil, a projeção dos economistas é que o Copom mantenha a taxa básica (Selic) inalterada em 15% ao ano, mas o mercado segue atento aos sinais que o colegiado deve dar no comunicado, divulgado logo após a decisão. A expectativa é que o comitê comece a sinalizar um possível corte das taxas ainda no primeiro trimestre de 2026.
Já nos Estados Unidos, o Fed interrompeu o ciclo de cortes e manteve as taxas inalteradas na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, no menor nível desde setembro de 2022.
Segundo o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), a geração de empregos permaneceu baixa, enquanto a taxa de desemprego mostrou sinais de estabilidade. O colegiado também destacou que a inflação segue “um pouco elevada”.
“A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos em ambos os lados de seu duplo mandato [direcionado a estimular o emprego e controlar a inflação]”, diz o comunicado.
A decisão de manutenção das taxas veio em linha com o esperado pelo mercado, mas volta a jogar luz na sequência de embates entre o governo de Donald Trump e o Fed.
Trump também tem reforçado o posicionamento de que deve indicar um novo nome para a presidência do Fed em breve, situação que aumenta a cautela entre investidores, que seguem receosos de que o indicado possa ceder à pressão política e reduza os juros americanos mais rapidamente, o que poderia enfraquecer a independência do banco central.
O mandato de Jerome Powell termina em maio.
Bolsas globaisEm Wall Street, os índices encerraram sem direção única, conforme investidores repercutiam a nova decisão do Fed. O Dow Jones fechou em alta de 0,02%, enquanto o S&P 500 permaneceu estável e o Nasdaq Composite registrou ganho de 0,17%.
Na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda, pressionados pelo recuo nas ações de luxo e em meio à cautela antes de uma série de resultados do setor de tecnologia. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,75%, enquanto o FTSE 100, de Londres, recuou 0,52%. Na França, o CAC 40 registrou queda de 1,06% e, na Alemanha, o DAX caiu 0,29%.
A maioria das bolsas da Ásia fechou em alta nesta quarta-feira. A forte valorização do ouro impulsionou as ações de setores de energia e materiais.
Na China, o índice de Xangai subiu 0,27%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas do país, avançou 0,26%. Em Hong Kong, o Hang Seng disparou 2,10%, no maior fechamento desde julho de 2021.
Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,05%. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 1,69%. Em Taiwan, o Taiex teve alta de 1,50%. Já em Cingapura, o Straits Times caiu 0,28% e, na Austrália, o S&P/ASX 200 teve queda de 0,09%.