Endividamento das famílias chega a 68,6% em Campo Grande

Percentual cresce em um ano e revela aumento das dívidas parceladas na capital

Por -Redação MSConecta

Endividamento segue crescendo. - Foto: Divulgação.

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Campo Grande terminou 2025 com um aumento no número de famílias endividadas, alcançando 68,6%, frente a 65% em 2024, totalizando 226.248 famílias. O endividamento está ligado ao maior uso de crédito parcelado, com cartões de crédito e carnês sendo as principais dívidas. Apesar disso, a inadimplência teve leve recuo, com 29,4% das famílias atrasadas nas contas. O perfil de endividamento varia conforme a renda, com famílias de menor renda utilizando mais carnês, enquanto as de maior renda têm financiamentos como principais compromissos. A situação requer atenção ao planejamento financeiro para evitar dificuldades no pagamento de dívidas.

Campo Grande encerrou 2025 com alta no número de famílias endividadas, refletindo mudanças no comportamento de consumo e maior uso de crédito parcelado. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) apontam que 68,6% das famílias da capital possuíam algum tipo de dívida em dezembro, acima dos 65% registrados no mesmo período de 2024.

O levantamento considera compromissos parcelados, como cartão de crédito, carnês, financiamentos e empréstimos, e não se confunde com inadimplência, que envolve contas em atraso. Em números absolutos, são 226.248 famílias endividadas em Campo Grande.

Parcelamentos ganham espaço no orçamento

O avanço do endividamento está diretamente ligado ao aumento dos compromissos parcelados no orçamento doméstico. Entre os principais tipos de dívida estão cartões de crédito, carnês de lojas, cheques pré-datados, financiamentos de veículos, empréstimos pessoais e seguros.

Apesar do crescimento do endividamento, os indicadores de inadimplência apresentaram leve recuo. A proporção de famílias com contas em atraso caiu de 30,3% para 29,4% no período analisado. Por outro lado, cresceu o grupo que afirma não ter condições de quitar as dívidas atrasadas, passando de 12,5% para 13,7%.

Perfil do endividamento varia conforme a renda

A pesquisa revela que o tipo de dívida muda de acordo com a faixa de renda familiar. Entre famílias com renda de até 10 salários mínimos, o endividamento está mais associado aos carnês de lojas, forma tradicional de parcelamento no comércio.

Nesse grupo, 21,7% das famílias endividadas possuem dívidas em carnês. Já entre aquelas com renda superior a 10 salários mínimos, o percentual cai para 12,5%, indicando menor dependência desse tipo de crédito.

Financiamentos pesam mais para famílias de maior renda

Nas faixas de renda mais elevadas, o endividamento aparece mais relacionado a financiamentos de maior valor, como veículos. Entre famílias com renda acima de 10 salários mínimos, 19,6% possuem esse tipo de compromisso, contra 9,1% entre as de menor renda.

Mesmo com diferenças no perfil, o cartão de crédito segue como principal modalidade de dívida em todas as faixas. Ele está presente em 69,6% das famílias de renda mais alta e em 65,9% das famílias com renda de até 10 salários mínimos, mantendo-se como o instrumento mais comum no orçamento doméstico.

Consumo e cautela em 2026

Os dados indicam que, embora o crédito continue sendo utilizado como ferramenta para consumo e organização financeira, o avanço do endividamento exige atenção ao planejamento do orçamento, especialmente diante do aumento no número de famílias que relatam dificuldades para quitar compromissos já assumidos.

FONTE: G1/MS