Pix lidera transações de pequenos negócios, superando cartões e dinheiro
Pesquisa do Sebrae e Ipespe indica que quase seis em cada 10 empreendedores usam o Pix para receber pagamentos e pagar fornecedores.
A ferramenta permite o pagamento automático de contas recorrentes, como energia, academia, escola ou streaming, tudo de forma rápida, segura e sem precisar lembrar da data de vencimento.
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O Pix, criado há cinco anos, tornou-se o principal meio de pagamento para pequenos negócios no Brasil, com 58% dos empreendedores utilizando-o para receber pagamentos. A pesquisa do Sebrae aponta que 53% pagam fornecedores com Pix, enquanto o uso de cartões e dinheiro tem diminuído significativamente. A adoção do Pix é maior entre microempreendedores individuais (70%) e é mais prevalente nas regiões Norte e Nordeste. O estudo também revela que o uso do Pix varia por raça, promovendo inclusão financeira. Para o presidente do Sebrae, a popularidade do Pix indica que os empreendedores estão se adaptando às inovações tecnológicas para melhorar a eficiência e competitividade de seus negócios.
Criado há apenas cinco anos, o Pix se tornou o principal meio de transação financeira para pequenos negócios no Brasil. Pesquisa realizada pelo Sebrae, em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), mostra que 58% dos empreendedores utilizam o Pix como principal forma de receber pagamentos de clientes.
O uso da ferramenta também é predominante no pagamento de fornecedores: 53% dos empresários recorrem ao Pix, enquanto boletos representam 23% e cartões de crédito apenas 8%. Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, a adoção generalizada do Pix reflete a digitalização das operações comerciais e a modernização dos negócios.
Cartões e dinheiro perdem espaço
O levantamento indica que cartões de crédito e débito juntos correspondem a 17% das transações, enquanto o dinheiro foi citado em apenas 7% dos casos, mostrando uma clara redução do uso de recursos físicos na economia.
Perfil de uso por porte e região
O estudo detalha a adoção do Pix por porte da empresa:
- Microempreendedores individuais (MEI): 70%
- Microempresas: 48%
- Empresas de pequeno porte: 38%
A modalidade é predominante em todas as regiões do país, com maior uso nos estados do Norte e Nordeste. Por faixa etária, a preferência é menor entre empresários acima de 60 anos, onde 46% mencionam o Pix como principal meio de transação.
A pesquisa também mostra diferenças por raça: empreendedores negros utilizam o Pix em 66% das transações, enquanto empresários brancos registram 54%, sugerindo que a tecnologia contribui para inclusão financeira e ampliação do acesso a pagamentos digitais.
Atentos às inovações
Para Décio Lima, a consolidação do Pix entre pequenos negócios indica que os empreendedores estão atentos às novas soluções de pagamento, que permitem atender clientes que demandam rapidez, segurança e digitalização nas operações comerciais. Ele reforça que acompanhar as novidades tecnológicas é essencial para manter competitividade e eficiência.
Impacto no pagamento a fornecedores
Entre os MEI, 59% utilizam o Pix para pagar fornecedores, seguidos por 46% das microempresas e 38% das pequenas empresas, mostrando que a adoção da ferramenta abrange toda a cadeia de transações comerciais e não apenas o recebimento de vendas.