Janeiro Roxo destaca diagnóstico precoce da hanseníase

Qualificação promovida pela Secretaria de Estado de Saúde será realizada on-line e busca fortalecer o reconhecimento dos sinais da doença e interromper a transmissão em MS

Por -Gabriela Porto
Janeiro Roxo destaca diagnóstico precoce da hanseníase
Em alusão ao Janeiro Roxo, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) promove, no dia 21 de janeiro, uma qualificação estadual para profissionais de saúde. - Foto: Divulgação.
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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul promove, no dia 21 de janeiro, uma capacitação online para profissionais de saúde, focando no diagnóstico precoce da hanseníase como forma de combater a doença. A atividade, parte da campanha “Janeiro a Janeiro”, será realizada via Telessaúde e contará com consultores do Ministério da Saúde. O diagnóstico rápido e a identificação de sinais como manchas na pele e alterações de sensibilidade são fundamentais para o controle da doença, que possui tratamento gratuito pelo SUS. Dados indicam 1.950 casos notificados entre 2021 e 2025 no estado, destacando a necessidade de vigilância contínua.

Em alusão à campanha Janeiro Roxo, dedicada à conscientização e ao enfrentamento da hanseníase, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) promove, no dia 21 de janeiro, uma qualificação estadual voltada a profissionais de saúde de todos os municípios. A iniciativa tem como foco principal o diagnóstico precoce da doença, estratégia considerada essencial para interromper a cadeia de transmissão e evitar complicações.

A capacitação integra a campanha nacional “Janeiro a Janeiro: Vencer a hanseníase é cuidar do Brasil o ano inteiro”, desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A ação será realizada para todo o Estado por meio da plataforma Telessaúde, ampliando o alcance da formação e o suporte técnico às equipes da Rede de Atenção à Saúde.

Qualificação on-line para todo o Estado

O webinar “Qualificação em Hanseníase” acontece das 8h30 às 10h30, no horário de Mato Grosso do Sul, e é direcionado a profissionais de saúde e coordenadores municipais dos 79 municípios. A atividade contará com apoio técnico do Hospital de Referência São Julião e participação de consultores do Ministério da Saúde, fortalecendo a capacidade de resposta dos serviços no enfrentamento da doença.

A condução da qualificação ficará a cargo do coordenador do Programa de Hanseníase do Ambulatório do Hospital São Julião, Augusto Brasil Filho, além dos consultores Marcela Campos e Alexandre de Macedo, da Coordenação-Geral de Vigilância da Hanseníase e Doenças em Eliminação, vinculada à Secretaria de Vigilância em Saúde.

Importância do diagnóstico precoce

Segundo a consultora em hanseníase da Gerência Estadual de Tuberculose, Hanseníase e Micoses Endêmicas da SES, Fabiana Pisano, o diagnóstico precoce é um dos pilares no controle da doença. “O diagnóstico oportuno, o início rápido do tratamento e a investigação de contatos que convivem ou conviveram de forma prolongada com casos novos são as principais formas de prevenção”, destaca.

Durante a capacitação, os profissionais receberão orientações sobre o reconhecimento dos sinais e sintomas da hanseníase, além da aplicação do teste rápido em contatos de casos novos, ferramenta fundamental para identificar precocemente possíveis infecções.

Sinais de alerta da hanseníase

Entre os principais sinais de alerta da hanseníase estão manchas na pele — que podem ser brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas — associadas à alteração de sensibilidade ao calor, frio, dor ou tato. Também podem ocorrer formigamentos ou sensação de choques, especialmente em braços e pernas.

Outros sintomas incluem inchaço de mãos e pés, ressecamento da pele, queda de pelos (principalmente das sobrancelhas), presença de nódulos e, em alguns casos, sangramentos nasais. Ao perceber qualquer um desses sinais, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação.

Cenário em Mato Grosso do Sul

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) indicam que, entre 2021 e 2025, foram notificados 1.950 casos de hanseníase em Mato Grosso do Sul, com aumento nos registros nos anos de 2024 e 2025. O cenário reforça a necessidade de ações contínuas de vigilância, capacitação profissional e conscientização da população.

A hanseníase tem cura, o tratamento é gratuito pelo SUS e o risco de transmissão é eliminado logo nas primeiras doses da medicação. A identificação precoce garante melhores resultados terapêuticos e evita sequelas ao longo do tempo.


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