Em 2025, o mercado imobiliário de Campo Grande teve um crescimento de 5,20% nos preços de imóveis residenciais, superando a inflação. O bairro São Francisco destacou-se com uma valorização de 35%, enquanto áreas tradicionais, como Jardim dos Estados, enfrentaram quedas de preço. Analistas preveem um crescimento moderado em 2026, especialmente em bairros com boa infraestrutura, sugerindo que compradores devem planejar seus investimentos levando em conta a localização e o potencial de valorização.
O mercado imobiliário de Campo Grande registrou alta significativa em 2025, com valores de venda de imóveis residenciais crescendo 5,20%, segundo dados do Índice FipeZAP de Venda Residencial, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o Grupo OLX. O resultado coloca os preços acima da inflação do período, reforçando a tendência de valorização no setor.
Para comparação, em 2024, o aumento havia sido de 4,08%, o que indica aceleração de 1,12 ponto percentual no ritmo de valorização da Capital. No entanto, o levantamento aponta que dezembro registrou queda de 1,23% nos preços, sugerindo um início de acomodação do mercado ao final do ano.
O estudo analisou 1.350 anúncios de imóveis à venda em Campo Grande, com preço médio de R$ 6.330 por metro quadrado, contra R$ 5.769/m² registrados no mesmo período do ano anterior.
Bairros fora do eixo tradicional puxam valorização
O levantamento por bairros revela mudanças importantes no mapa de valorização da cidade. O bairro São Francisco liderou a alta em 2025, com valorização de 35%, atingindo R$ 7.497/m². No ano anterior, o bairro já havia registrado crescimento expressivo de 26,2%, indicando continuidade de um movimento consistente de valorização.
Outro destaque foi o Planalto, com aumento de 30,2% e preço médio de R$ 8.036/m². Em 2024, o bairro não estava entre os mais relevantes no índice, o que reforça o deslocamento da valorização para regiões antes menos expressivas da Capital.
Outros bairros que registraram crescimento incluem:
Esses números indicam que, embora os bairros tradicionais ainda se mantenham valorizados, o crescimento mais rápido tem ocorrido em áreas fora do eixo histórico da cidade, impactando diretamente o planejamento de investidores e compradores.
Bairros tradicionais registram queda
Enquanto alguns bairros registraram alta expressiva, regiões historicamente valorizadas sofreram retrações. O Jardim dos Estados, que continua sendo o bairro com o metro quadrado mais caro da cidade (R$ 10.258), teve queda de 3,6% após alta de 17,8% em 2024.
O Carandá Bosque apresentou uma das maiores quedas do ano, com -12,6%, e preço médio de R$ 8.958/m², enquanto a Mata do Jacinto recuou 11,9%, fechando o ano em R$ 7.198/m². Bairros como Cruzeiro e Nasser tiveram ajustes mais moderados, com queda de 2,3% e 1,4%, respectivamente.
Especialistas apontam que a retração em bairros tradicionais reflete uma acomodação natural do mercado e maior seletividade de compradores, que buscam regiões com maior potencial de valorização futura.
Perspectivas para 2026
Analistas de mercado imobiliário destacam que, apesar da desaceleração observada em dezembro, o setor deve continuar em crescimento moderado em 2026, especialmente em bairros com infraestrutura consolidada e expansão de novos empreendimentos.
O crescimento histórico de bairros como São Francisco e Planalto indica tendência de diversificação da valorização imobiliária, com investimentos sendo direcionados a regiões antes consideradas secundárias. Isso pode gerar oportunidades tanto para quem busca comprar quanto para investidores que pretendem rentabilizar com aluguel ou revenda.
Com preços médios ainda acima de R$ 6 mil por metro quadrado, a recomendação para compradores é planejar o investimento com atenção, considerando fatores como localização, infraestrutura, potencial de valorização e liquidez no mercado local.