Rede oncológica do SUS em MS concentra quase a totalidade dos atendimentos em unidades

Dados oficiais de 2025 mostram que UNACON respondem por 99% da produção oncológica no Estado, com destaque para Campo Grande e Dourados

Por -Gabriela Porto
Rede oncológica do SUS em MS concentra quase a totalidade dos atendimentos em unidades
Organizada pela SES, estrutura regionalizada concentra atendimentos nas UNACON e fortalece o acesso ao tratamento pelo SUS - Foto: Bruno Rezende
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A assistência oncológica no Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso do Sul é altamente especializada e organizada em rede, com foco na ampliação do acesso e na continuidade do tratamento. As Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) são responsáveis pela maioria dos procedimentos oncológicos, concentrando 99% da produção no estado. O Hospital do Câncer de Campo Grande destaca-se com 36% do total de atendimentos, demonstrando a centralidade das unidades especializadas na rede. A gestão eficaz desses serviços assegura um acompanhamento integral do paciente, do diagnóstico ao tratamento.

A assistência oncológica integra o conjunto de ações de maior complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS), por exigir serviços altamente especializados, organização em rede e articulação permanente entre os diferentes níveis de atenção. Em Mato Grosso do Sul, esse atendimento é estruturado de forma regionalizada e coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), com foco na ampliação do acesso, na continuidade do tratamento e na atenção integral às pessoas com câncer, em conformidade com as diretrizes nacionais da área.

No Estado, a rede pública de oncologia é formada, majoritariamente, por unidades habilitadas como Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON), responsáveis pela execução dos principais procedimentos oncológicos no âmbito do SUS.

Levantamento dos sistemas oficiais SIA/SIH-SUS, com base na produção ambulatorial e hospitalar registrada em 2025, aponta que essas unidades concentraram 99% de toda a produção oncológica realizada em Mato Grosso do Sul. Os demais hospitais responderam por apenas 1% dos atendimentos, restritos principalmente a procedimentos cirúrgicos específicos, o que evidencia a centralidade das unidades especializadas na organização da rede estadual.

Entre as UNACON, o Hospital do Câncer de Campo Grande – Alfredo Abrão aparece como a unidade com maior volume de atendimentos, com 17.325 procedimentos oncológicos realizados, o equivalente a 36% da produção estadual. Na sequência, o Hospital Cassems – Unidade Dourados respondeu por 20% dos atendimentos. A Santa Casa de Campo Grande e o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul concentraram, cada um, 16% da produção. O Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, em Três Lagoas, foi responsável por 7%, enquanto a Santa Casa de Corumbá respondeu por 3% dos procedimentos oncológicos realizados no Estado.

Os dados são parciais e correspondem ao período até outubro de 2025. O levantamento considera procedimentos dos subgrupos de tratamento em oncologia e cirurgia oncológica, com base nas Autorizações de Procedimentos de Alta Complexidade (APACs) aprovadas, instrumento utilizado pelo Ministério da Saúde para o monitoramento da produção oncológica no SUS.

Para a gerente de Atenção à Oncologia da SES, Michele Martins, os números demonstram a importância da atuação das unidades especializadas na garantia do acesso e da continuidade do cuidado. Segundo ela, a organização dos serviços permite acompanhar o paciente ao longo de toda a linha de atenção, do diagnóstico ao tratamento, assegurando maior resolutividade e qualidade no atendimento prestado à população.


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