Opas alerta para temporada de gripe mais intensa nas Américas em 2026

Organização reforça vacinação e preparação dos sistemas de saúde diante do avanço de novas variantes do vírus influenza

Por -Gabriela Porto
Opas alerta para temporada de gripe mais intensa nas Américas em 2026
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou sobre a possibilidade de uma temporada de gripe mais intensa em 2026, devido ao aumento de casos no Hemisfério Norte e à circulação do subclado K do vírus Influenza A. A Opas recomenda monitoramento ativo, ampliação da vacinação, especialmente para grupos vulneráveis, e preparação das redes de saúde. As autoridades devem revisar planos de contingência, fortalecer a vigilância e garantir estoques de vacinas e equipamentos. Especialistas afirmam que a imunização é crucial para reduzir complicações e a sobrecarga no sistema de saúde.


A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta aos países das Américas sobre a possibilidade de uma temporada de gripe antecipada ou mais intensa em 2026. A avaliação considera o aumento de casos de influenza no Hemisfério Norte e a circulação do subclado K do vírus Influenza A (H3N2), apontado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a Opas, o cenário exige atenção reforçada das autoridades sanitárias, com monitoramento contínuo da circulação viral, ampliação da cobertura vacinal e preparo da rede de saúde para um possível aumento na demanda por atendimentos, especialmente hospitalares.

Em nota, a organização destacou que a vacinação segue sendo a principal estratégia de proteção, sobretudo para idosos, pessoas com comorbidades e outros grupos mais vulneráveis. A medida, segundo a entidade, ajuda a reduzir complicações, internações e a sobrecarga dos serviços de saúde.

Com a aproximação do período de maior circulação da influenza e de outros vírus respiratórios, a Opas recomenda que os países revisem seus planos de contingência. Entre as orientações estão o fortalecimento da vigilância da influenza, do vírus sincicial respiratório (VSR) e do SARS-CoV-2, além da adoção de protocolos de prevenção, diagnóstico precoce e manejo clínico adequado.

A entidade também chama atenção para a necessidade de garantir estoques de vacinas, antivirais e equipamentos de proteção individual, além de manter uma comunicação clara com a população e os profissionais de saúde sobre os riscos e medidas preventivas.

Especialistas reforçam importância da imunização
Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, a intensidade das temporadas de gripe está diretamente relacionada ao nível de imunidade prévia da população. Vírus que circularam menos em determinado período tendem a provocar quadros mais severos nos anos seguintes.

“O que a gente recomenda sempre é que os grupos mais vulneráveis estejam vacinados. Crianças, idosos, gestantes, imunocomprometidos e pessoas com doenças crônicas concentram a maior parte dos óbitos por influenza no Brasil”, afirma.

Kfouri destaca ainda que o comportamento da gripe no Hemisfério Norte costuma servir como indicativo do que pode ocorrer no Hemisfério Sul no ano seguinte. Para ele, a combinação entre vigilância epidemiológica, preparação da rede de saúde e vacinação em massa é decisiva para reduzir os impactos da doença.


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