Campo Grande registra aumento na cesta básica enquanto maioria das capitais tem queda
Cidade é uma das três capitais onde o valor subiu, segundo o Dieese
(Créditos: Reprodução)
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Campo Grande teve um aumento no valor da cesta básica em novembro, alcançando R$ 779,56, o que a coloca como a 6ª capital com cestas mais caras do Brasil. Os principais responsáveis pela alta de preços foram a banana, o óleo de soja e a batata. O trabalhador que recebe o salário mínimo precisa dedicar cerca de 113 horas de trabalho para comprar a cesta, comprometendo 55,52% da renda líquida. Esse percentual é ligeiramente maior que o de outubro de 2025, mas inferior ao de novembro de 2024.
Campo Grande foi uma das três capitais brasileiras que registraram aumento no valor da cesta básica em novembro, de acordo com levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). No cenário nacional, a cidade aparece na 6ª posição entre as capitais com as cestas mais caras.
O custo total do conjunto de alimentos e produtos essenciais chegou a R$ 779,56, impulsionado principalmente pelo aumento nos preços da banana (6,34%), do óleo de soja (4,86%), da batata (2,79%) e da manteiga (1,77%). A carne bovina de primeira (1,64%) e o açúcar cristal (0,80%) também tiveram alta entre outubro e novembro.
Com o valor de R$ 779,56, a cesta básica ficou 0,29% mais cara em comparação com novembro de 2024. Além da Capital sul-mato-grossense, apenas Rio Branco (0,77%) e Belém (0,28%) registraram aumento — nas outras 24 capitais analisadas pelo Dieese houve queda. Por outro lado, seis itens apresentaram redução no período: tomate (-11,54%), café em pó (-3,39%), arroz agulhinha (-1,91%), leite integral (-1,50%), pão francês (-0,83%) e feijão carioca (-0,59%).
Para o trabalhador de Campo Grande que recebe o salário mínimo de R$ 1.518,00, o tempo necessário para adquirir a cesta básica em novembro foi de 112 horas e 59 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, já descontados os 7,5% da Previdência Social, foi preciso destinar 55,52% da renda para garantir a compra da cesta.
O percentual é ligeiramente superior ao de outubro de 2025, quando comprometeu 55,36% da renda líquida, mas ainda abaixo do registrado em novembro de 2024, que alcançou 59,14%.