MS recebe missão internacional Brasil–Itália para fortalecer a inteligência penitenciária

Delegação italiana compartilha experiência e intensifica cooperação com Mato Grosso do Sul

Por Por Redação-
MS recebe missão internacional Brasil–Itália para fortalecer a inteligência penitenciária
(Créditos: Divulgação)
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Mato Grosso do Sul sediou a missão Brasil-Itália sobre Inteligência Penitenciária e Segurança Dinâmica, reunindo autoridades para combater o crime organizado. O evento, promovido pela Agepen e o UNODC, visa modernizar práticas no sistema prisional, destacando a importância da cooperação internacional. A Itália, com 76 anos de experiência no setor, destaca a necessidade de inteiração para enfrentar desafios globais da criminalidade. Iniciativas anteriores já capacitaram mais de 1.400 profissionais na área, reforçando a urgência da colaboração para lidar com organizações criminosas transnacionais.

Mato Grosso do Sul recebeu nesta semana a missão internacional Brasil–Itália dedicada ao Intercâmbio e Treinamento sobre Inteligência Penitenciária e Segurança Dinâmica, reunindo autoridades e especialistas dos dois países para fortalecer a cooperação no enfrentamento ao crime organizado. O encontro, considerado um dos mais importantes do setor, coloca o Estado no centro das discussões sobre modernização de protocolos e aprimoramento das estratégias de inteligência no sistema prisional.

A iniciativa é promovida pelo Governo do Estado, por meio da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), em parceria com o UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), e conta com apoio institucional de diversos órgãos. Em um momento em que a integração entre países e forças de segurança se torna indispensável, o intercâmbio aprofunda a troca de conhecimentos e impulsiona a adoção de práticas modernas na gestão penitenciária.

O UNODC, responsável por programas internacionais de justiça criminal e melhoria dos sistemas prisionais, escolheu Mato Grosso do Sul para sediar as discussões pela sua posição estratégica de fronteira e pelo trabalho desenvolvido na área de inteligência penitenciária. Já São Paulo foi selecionado pela experiência consolidada na gestão de presos de alta periculosidade, reforçando o papel dos dois estados nessa articulação internacional.

Na abertura do evento, realizada na última quarta-feira (26.11), o vice-governador José Carlos Barbosa destacou a relevância da cooperação com a Itália. Ele afirmou que a experiência italiana é fundamental para fortalecer o combate ao crime organizado, sobretudo em um estado com mais de 1.600 km de fronteira e forte pressão do tráfico internacional de drogas. Barbosinha também sublinhou a importância da inteligência penitenciária e voltou a defender maior participação da União no custeio dos presos ligados ao tráfico.

A diretora do Escritório de Relações Internacionais do Departamento de Administração Penitenciária da Itália, Francesca Gioieni, reforçou que a cooperação internacional é indispensável diante do avanço do crime transnacional. “Os desafios são globais, e a criminalidade se movimenta mais rápido do que as instituições”, afirmou. Ela ainda destacou a sólida bagagem técnica da delegação italiana, que reúne “76 anos de experiência no sistema prisional”, e lembrou que o compartilhamento de conhecimento é determinante para o fortalecimento institucional: “Somos instituições que aprendem diariamente, mas é o compartilhamento que faz nossas organizações crescerem e se fortalecerem”.

O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, também reforçou o papel da inteligência penitenciária como elemento central na contenção do crime organizado dentro das unidades prisionais. “E essa cooperação internacional, com certeza, fortalece, diretamente, ainda mais o sistema penitenciário sul-mato-grossense”, afirmou.

Coordenadora do projeto no UNODC, Ana Carolina Pekny destacou que as administrações penitenciárias estaduais têm papel decisivo no enfrentamento ao crime organizado. Ela explicou que o projeto busca ampliar capacidades técnicas e fortalecer a cooperação bilateral em temas como gestão de presos de alta periculosidade, segurança dinâmica e técnicas de inteligência. Ana Carolina lembrou que iniciativas anteriores já capacitaram centenas de profissionais, mencionando que desde 2021 mais de 1.400 agentes foram formados em áreas como procedimentos prisionais, gestão de presos de alto risco e segurança dinâmica. Segundo ela, a presença de organizações criminosas transnacionais torna a cooperação internacional ainda mais urgente, reforçando a necessidade de práticas fundamentadas em evidências e no respeito aos direitos humanos.

A programação do intercâmbio inclui treinamentos, apresentações técnicas e debates estratégicos, reforçando a integração contínua entre Brasil e Itália para o aprimoramento da segurança penitenciária no país.


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