13º deve movimentar R$ 5,2 bilhões na economia de MS, aponta Dieese
Levantamento aponta crescimento no número de beneficiários e maior participação no PIB
(Créditos: Divulgação)
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O DIEESE divulgou uma estimativa de que o 13º salário em Mato Grosso do Sul deve movimentar cerca de R$ 5,2 bilhões, com um aumento de 22,4% em relação ao ano anterior. O estudo revela que 1,287 milhão de pessoas receberão o benefício, sendo 69,4% trabalhadores formais. Apesar do crescimento no número de beneficiários, houve uma queda no emprego doméstico com carteira assinada. O PIB do estado também se beneficiará, com a participação do 13º salário aumentando para 2,5%.
O DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgou, nesta terça-feira (18), uma nova estimativa sobre o impacto do 13º salário na economia. Em Mato Grosso do Sul, o montante previsto para circular chega a R$ 5.202.444.040. Segundo o levantamento, parte desse volume já entrou na economia no primeiro semestre, porque alguns grupos recebem o benefício antecipadamente.
A análise utiliza dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do Novo Caged (Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego; da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo IBGE; da Previdência Social e da Secretaria do Tesouro Nacional.
O valor total estimado representa uma variação de 22,4% em relação ao ano anterior e corresponde a um acréscimo de R$ 953.570.685. Do montante previsto para o Estado até o fim de 2025, R$ 1.281.222.949 são provenientes de aposentados e pensionistas, enquanto R$ 3.921.221.091 correspondem aos trabalhadores do mercado formal.
Crescimento no número de empregados
O Dieese aponta que a participação do 13º salário no PIB brasileiro chegou a 1,65%, frente a 1,58% no ano de 2024. No PIB estadual, houve elevação de 0,2 ponto percentual, alcançando 2,5%.
O Estado também registrou aumento no número total de beneficiários — incluindo trabalhadores formais, aposentados e pensionistas — com acréscimo de 75.654 pessoas, crescimento de 6,2%. Ao todo, 1.287.100 pessoas devem receber o benefício.
Entre os trabalhadores com carteira assinada, foram contabilizados 893.441 profissionais até o período de referência, um aumento de 4,5% ou 38.160 pessoas em comparação com o ano anterior. Esse grupo representa 69,4% de todos os beneficiários do Estado.
Redução no emprego doméstico
Na categoria “Assalariados dos Setores Público e Privado”, houve acréscimo de 44.160 trabalhadores. Porém, o grupo “Empregados Domésticos com Carteira Assinada” registrou redução de 6 mil postos. Essa parcela caiu de 27 mil trabalhadores em 2024, o equivalente a 2,2% dos beneficiados, para 21 mil em 2025, representando 1,6%.
No caso dos aposentados e pensionistas, o levantamento estima o número de beneficiários do Regime Geral do INSS, que corresponde a 30,06% desse segmento entre aqueles que recebem ou receberão o 13° em 2025.
O total de pessoas vinculadas ao Regime Geral de Previdência cresceu 10,5% — aumento de 37.494 beneficiários — passando de 356.165 em 2024 para 393.659 em 2025. A remuneração média desse grupo alcançou R$ 1.671,62, avanço de R$ 90,40, equivalente a 6%.
Embora não haja estimativa sobre a quantidade de aposentados e pensionistas do setor público estadual e municipal, o Dieese aponta que os valores distribuídos a esse segmento correspondem a aproximadamente metade dos recursos destinados ao grupo de segurados.