A Prefeitura de Campo Grande recebeu uma comitiva do Consulado da Nova Zelândia em 16 e 17 de outubro, com o intuito de fortalecer relações comerciais no agronegócio. A visita incluiu discussão sobre investimentos e cooperação em agritech e práticas sustentáveis, destacando o interesse da empresa Gallagher em estabelecer uma unidade na cidade. A Rota Bioceânica foi mencionada como uma oportunidade estratégica para conectar o Brasil ao Pacífico, enquanto parcerias com instituições locais foram firmadas para impulsionar inovações no setor. A visita representa um avanço nas relações internacionais e potencializa a posição de Campo Grande como um hub logístico e tecnológico.
A Prefeitura de Campo Grande recebeu, nos dias 16 e 17 de outubro, a comitiva do Consulado da Nova Zelândia (NZTE) em uma agenda voltada ao fortalecimento das relações institucionais e comerciais entre os dois países, com foco no agronegócio. A visita, coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio da Gerência de Integração e Parcerias, teve como objetivo apresentar as potencialidades e oportunidades de investimento na Capital sul-mato-grossense.
O encontro contou com a participação de representantes institucionais e empresariais e destacou o interesse neozelandês em ampliar a cooperação com o Brasil, tendo Campo Grande como um dos principais pontos de conexão. Segundo Luís Antonini, responsável no Consulado pelo setor de agronegócio no Mercosul, “As sinergias entre os dois países envolvem a colaboração em agritech, agricultura sustentável, pecuária de leite e parcerias para liberalização do comércio agrícola e transferência de tecnologia”.
Um dos destaques da missão foi a presença da Gallagher, multinacional neozelandesa de renome global e referência em soluções tecnológicas para o campo, como balanças e sistemas de cercamento elétrico. A empresa demonstrou interesse em instalar uma unidade em Campo Grande, utilizando a cidade como base de distribuição para o mercado brasileiro e também como porta de entrada para outros países da América do Sul.
Rota Bioceânica e inovação colocam Campo Grande no mapa global
A comitiva também destacou a importância estratégica da Rota Bioceânica, corredor logístico que conectará o Brasil ao Oceano Pacífico, por meio do Chile. A localização privilegiada da Capital, somada à infraestrutura e à vocação crescente para a inovação no agronegócio, reforça o papel de Campo Grande como um possível hub logístico e tecnológico entre a América do Sul e a Oceania.
Além das soluções voltadas à agricultura e pecuária, a Gallagher apresentou tecnologias para a proteção ambiental, como sistemas de cercamento de exclusão e controle de fauna voltados à preservação de parques e unidades de conservação. Essa integração entre produção e sustentabilidade está alinhada à política da Prefeitura de promover o desenvolvimento econômico equilibrado e ambientalmente responsável.
Parcerias e fortalecimento da inovação local
Durante a estadia, os representantes da Nova Zelândia participaram de reuniões estratégicas com instituições de destaque no setor, como a Embrapa Gado de Corte, o Sindicato Rural de Campo Grande e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul). As discussões abordaram soluções inovadoras da Gallagher e sua adaptação às condições produtivas e climáticas do Centro-Oeste.
Para o superintendente de Desenvolvimento Econômico da Semades, Luciano Barbosa Rodrigues, a visita representa mais um avanço nas relações internacionais da Capital. “Campo Grande vem se consolidando como um território fértil para a inovação e para o agronegócio sustentável. Receber a comitiva e empresários da Nova Zelândia é um reconhecimento do potencial logístico e produtivo que a cidade oferece. Essa aproximação abre portas para novas parcerias, transferência de tecnologia e geração de emprego e renda, fortalecendo a nossa vocação econômica e ambiental”, destacou.
Já o gerente de Integração e Parcerias da Semades, Paulo César Fialho, avaliou que a possível instalação do centro de distribuição da Gallagher e o intercâmbio tecnológico com empresas neozelandesas “Reforçam a posição de Campo Grande como celeiro de inovação e ponto de conexão internacional no agronegócio, impulsionando a competitividade e a modernização do setor em toda a região”.