A icônica marca de salgadinhos Pringles protagonizou uma das disputas judiciais mais curiosas do setor alimentício ao tentar provar que seu principal produto não poderia ser considerado batata frita.
O caso ocorreu no Reino Unido, onde a fabricante buscava escapar de uma tributação aplicada a chips tradicionais.
O argumento da empresa chamou atenção: segundo a defesa, o snack deveria ser classificado como biscoito ou bolo, já que apenas cerca de 42% da sua composição é formada por batata.
A estratégia tinha como objetivo reduzir a carga tributária, mas acabou abrindo um debate público sobre a natureza do produto.
🥔 Produção industrial garante formato perfeito
Diferente das batatas fritas convencionais, cortadas diretamente do tubérculo, o Pringles é resultado de um processo industrial padronizado. A receita utiliza flocos de batata desidratada misturados a farinhas de milho, arroz e trigo, formando uma massa homogênea.
Essa mistura é prensada, transformada em folhas finas e recortada no formato característico. Em seguida, as peças são fritas em moldes especiais que garantem o encaixe perfeito dentro da tradicional embalagem tubular — um dos maiores diferenciais da marca.
⚖️ Decisão judicial manteve classificação como batata
Apesar da tentativa de reclassificação, a Suprema Corte britânica decidiu que o produto possui teor suficiente de batata para ser tributado como chip.
Com isso, a empresa não conseguiu fugir da cobrança.
Em outros mercados, as regras também são rigorosas. Nos Estados Unidos, por exemplo, os órgãos reguladores exigem que o rótulo deixe claro que o produto é feito a partir de batata processada, evitando a denominação de batata frita pura.