Corregedoria confirma pedido de suspensão do mandato de Camila Jara

Além de Jara, outros 14 deputados são alvo de representações que vão de suspensão a cassação

Por Redação
12/08/2025 16h19 - Atualizado há 2 semanas
Corregedoria confirma pedido de suspensão do mandato de Camila Jara
(Créditos: Reprodução)
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A Corregedoria da Câmara dos Deputados recebeu um pedido para suspender o mandato da deputada Camila Jara (PT), protocolado por líderes do PL e do Novo, após um incidente com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante um protesto em 6 de agosto. Jara e outros 14 deputados estão sendo investigados por suas ações nesse evento, e o corregedor Diego Coronel terá 48 horas para emitir parecer sobre cada caso.

A situação foi confirmada pela Corregedoria e o processo contra Jara não apareceu inicialmente nas denúncias analisadas, pois foi entregue diretamente ao órgão. As possíveis punições podem envolver a Mesa Diretora da Câmara e o Conselho de Ética, caso os casos sejam encaminhados para análise.

A Corregedoria da Câmara dos Deputados confirmou o recebimento de um pedido de suspensão do mandato da deputada federal sul-mato-grossense Camila Jara (PT). A solicitação foi protocolada por lideranças do PL e do Novo após o empurra-empurra entre a parlamentar e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), ocorrido em 6 de agosto, durante o protesto promovido por políticos bolsonaristas no plenário.

Além de Camila, outros 14 deputados — entre eles Marcos Pollon (PL-MS) — também são alvo de representações que pedem desde suspensão até cassação de mandato. O corregedor, deputado federal Diego Coronel (PSD-BA), terá 48 horas para se pronunciar sobre cada caso.

No caso específico de Jara, o pedido foi entregue diretamente à Corregedoria Parlamentar, e não pelo presidente da Mesa Diretora, Hugo Motta (Republicanos–PB). Por esse motivo, a representação contra a deputada não aparecia na relação inicial de denúncias a serem analisadas pelo órgão.

A informação foi confirmada pela própria Corregedoria ao portal Poder 360. Segundo a nota enviada, “provavelmente, a imprensa não tenha noticiado porque este processo foi entregue pelas referidas Lideranças diretamente à Corregedoria Parlamentar, ou seja, não passou previamente pela Presidência da Casa”.

Na última sexta-feira (8), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou que a “agressão covarde contra o deputado Nikolas Ferreira não ficará impune”. Camila Jara nega confissão de agressão.

Tramitação e possíveis punições

Diego Coronel terá dois dias para emitir parecer sobre cada uma das representações apresentadas contra os 14 deputados que participaram do protesto nos dias 5 e 6 de agosto. Depois, a Mesa Diretora da Câmara, composta por Hugo Motta e outros seis parlamentares, será ouvida e decidirá se os casos serão encaminhados ao Conselho de Ética. Caso isso ocorra, o colegiado terá três dias úteis para analisar os processos.

O presidente da Câmara já havia encaminhado à Corregedoria, na sexta-feira (8), os pedidos contra os demais 14 deputados. Entre eles estão: Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC), Júlia Zanatta (PL-SC), Marcel van Hattem (Novo-RS), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), Zucco (PL-RS), Allan Garcês (PP-TO), Caroline de Toni (PL-SC), Marco Feliciano (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF), Domingos Sávio (PL-MG) e Carlos Jordy (PL-RJ).

O ato que motivou as representações inviabilizou as atividades da Câmara, como forma de pressionar a votação do projeto da Anistia — que pretende isentar de punição todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A mobilização cresceu após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passar a cumprir prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares e utilizar redes sociais de terceiros para participar virtualmente de manifestações, incluindo um ato realizado em 5 de agosto, em Dourados.


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