UFMS destina R$ 500 mil a 101 pesquisadoras em programa de ciência
Cartões de pesquisa foram entregues em Campo Grande; valor é o maior da história do Mulheres na Ciência, criado em 2020
Divulgação/UFMS
A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul entregou na manhã desta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, cartões de pesquisa a 101 pesquisadoras selecionadas pelo programa Mulheres na Ciência. A cerimônia aconteceu na Sala de Atos da UFMS, em Campo Grande, e marcou o maior aporte já destinado à iniciativa: R$ 500 mil.
O valor é resultado de um crescimento constante desde a criação do programa. Em 2020, o investimento era de R$ 150 mil. Subiu para R$ 160 mil em 2021, R$ 190 mil em 2022, chegou a R$ 300 mil em 2023 e 2024, avançou para R$ 400 mil em 2025 e agora atinge o novo patamar. Para esta edição, a universidade recebeu 154 propostas, aprovou 148 na avaliação técnica e conseguiu bancar 101 com recursos financeiros diretos.
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Mulheres são maioria nos cursos, mas não na carreira docenteO programa está ligado ao Sou Mulher UFMS, criado em 2021 para tentar reduzir desigualdades de gênero dentro da universidade. A diretora de Cidadania da Pró-Reitoria de Cidadania e Sustentabilidade, Luciana Contrera, explica que a proposta "nasceu de uma proposta isolada, mas vem consolidar uma política e um programa institucional da UFMS".
O retrato interno da instituição mostra uma distorção que o programa tenta corrigir: mulheres já são 55% dos estudantes de graduação e cerca de 60% da pós-graduação, mas seguem minoria entre os professores titulares. A reitora Camila Ítavo afirmou que o objetivo é dar mais estrutura para que elas assumam a coordenação de projetos. "Queremos ampliar a produção e dar mais agilidade aos processos. Por isso, estamos investindo cada vez para que mais mulheres estejam à frente de projetos de pesquisa e desenvolvam os seus projetos com qualidade", disse.
De Naviraí a Campo Grande, recurso muda rotina de pesquisaNa prática, o dinheiro resolve um problema comum entre pesquisadoras: custear do próprio bolso materiais e viagens acadêmicas. A professora Joice Chiareto, do curso de Administração da UFMS em Naviraí, usa o recurso para comprar materiais de metodologias ativas de ensino, incluindo peças de Lego usadas em sala de aula. Com apoio de uma edição anterior do programa, ela participou neste ano do Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração. "Eles nos permitem financiar melhor as nossas pesquisas e avançar mais, dar mais apoio para os alunos", afirmou.
Em Campo Grande, a professora Jucelia Linhares Granemann Medeiros, do Instituto de Biociências, mantém um laboratório de ensino, pesquisa e tecnologia assistiva que oferece capacitações e mantém parcerias nacionais e internacionais. "Quando nós temos essa ajuda, esse recurso, as coisas fluem mais, a gente pode ampliar, investir mais em algumas coisas que a gente tem", disse. O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Fabrício Frazílio, classificou a seleção como um marco para a universidade.
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Fontes: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)