Sesau de Campo Grande liquidou R$ 849,7 milhões em saúde no 3º bimestre

Prefeitura aplicou 24,6% da receita em ASPS, acima do mínimo de 15%, e ampliou visitas domiciliares e atendimentos na Atenção Primária

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Foto: Rodrigo_Santos / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

A Prefeitura de Campo Grande fechou o segundo quadrimestre de 2026 com 2.170.701 ações realizadas pela Atenção Primária à Saúde, um avanço de quase 5% frente ao mesmo período do ano passado. O balanço foi apresentado nesta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, pelo secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, durante a prestação de contas do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA), na Câmara Municipal.

O documento é obrigatório e serve para mostrar à população e aos vereadores como o dinheiro público foi gasto e que retorno ele gerou nos postos de saúde e nas visitas domiciliares. Neste ciclo, que cobre maio a agosto, a gestão destacou não só o volume de atendimentos, mas também o ritmo de aplicação financeira, num momento em que municípios de todo o país enfrentam aperto orçamentário na área.

Mais visitas domiciliares e atendimento odontológico

Do total de ações na Atenção Primária, 982.741 foram visitas domiciliares feitas por agentes comunitários de saúde, além de 694.808 procedimentos, 438.884 atendimentos individuais e 54.268 atendimentos odontológicos. É esse contato direto com o cidadão, segundo a Secretaria de Saúde (Sesau), que sustenta o crescimento da rede na ponta.

"Quando a gente olha esses números, o que mais importa é entender o que existe por trás deles: são milhões de ações acontecendo na ponta, profissionais atendendo, equipes visitando as famílias e pessoas tendo acesso ao cuidado", afirmou Marcelo Vilela, secretário municipal de Saúde. A atenção especializada da rede própria também subiu: foram 100.859 procedimentos ambulatoriais no segundo quadrimestre, contra 66.823 no anterior, alta de 50,9%, embora parte do salto se explique pela migração de registros para o sistema e-SUS.

Investimento acima do mínimo constitucional

No campo financeiro, Campo Grande aplicou 24,6% da receita de impostos e transferências em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS) até o terceiro bimestre, quase 10 pontos percentuais acima do piso de 15% exigido pela Constituição. O valor liquidado em ASPS somou R$ 414 milhões, e quando somadas todas as despesas de saúde (ASPS mais recursos do SUS), o total liquidado saltou de R$ 562 milhões no segundo bimestre para R$ 849,7 milhões no terceiro, com pagamentos efetivos subindo de R$ 505 milhões para R$ 788,8 milhões.

A saúde mental também registrou avanço, com a média mensal de atendimentos e acompanhamentos psicossociais passando de 14.106 para 14.866, alta de 5,4%, somando CAPS, residências terapêuticas e ambulatórios especializados. A disponibilidade de medicamentos na Central de Abastecimento subiu de 65% para quase 80%, resultado de reorganização logística da distribuição. A prefeitura também executou R$ 6 milhões em emendas parlamentares até o segundo quadrimestre, usados em cirurgias ortopédicas e urológicas. "O que esses números mostram é que, mesmo diante dos desafios, a assistência não parou", disse o secretário, ao encerrar a apresentação na Câmara Municipal.

Fontes: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE CAMPO GRANDE (SESAU); CGNOTÍCIAS