Riedel libera R$ 100 milhões para tapar buracos no Vale do Ivinhema

Recurso emergencial atende rodovias como MS-141 e MS-480 até início do Crema, previsto para o primeiro semestre de 2027

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Divulgação/Governo de Mato Grosso do Sul

O governador Eduardo Riedel autorizou o repasse de R$ 100 milhões para obras emergenciais em rodovias estaduais do Vale do Ivinhema, região que concentra alguns dos trechos mais desgastados da malha viária de Mato Grosso do Sul. O dinheiro vai bancar serviços de tapa-buracos e recuperação pontual do asfalto enquanto o Estado não inicia a restauração definitiva dessas estradas.

Equipes da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) já estão percorrendo oito rodovias da região Sul do Estado para mapear o tamanho do estrago: MS-141, MS-160, MS-475, MS-473, MS-295, MS-134, MS-276 e MS-480. O trabalho de campo serve de base para um diagnóstico técnico que será entregue ao governador e vai orientar as prioridades dentro do programa estadual Pro Reveste.

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"Autorizei a Secretaria de Infraestrutura a alocar esses R$ 100 milhões de reais para a gente poder fazer um trabalho emergencial, garantindo segurança e trafegabilidade naquela região", disse Riedel. Segundo o governador, equipes de conservação já atuam desde o dia 17 de outubro em rodovias como a MS-160, entre Tacuru e Sete Quedas, além de trechos da MS-141 e MS-480.

Por que o asfalto está cedendo

O diretor-presidente da Agesul, Gil Márcio Franco, atribui boa parte dos buracos à idade das vias. "São essas estradas com capa antiga. Estamos verificando a situação e vamos corrigir com o Pro Reveste, um programa piloto que está em execução na MS-162, na região de Sidrolândia, que tem dado certo para essas estradas", afirmou. Ele reforça que o volume de chuvas deste ano castigou o revestimento das pistas, e que a orientação do governo é segurar a situação até a chegada do modelo Crema (Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias), que exige da empresa vencedora não só a obra, mas anos de manutenção do pavimento.

Os levantamentos preliminares da Agesul indicam danos concentrados no revestimento asfáltico, sem sinal, por enquanto, de comprometimento da estrutura das pistas.

Plano de 730 km com o Banco Mundial

Por trás da ação emergencial está um projeto bem maior: a reestruturação de aproximadamente 730 quilômetros de rodovias estaduais, com apoio técnico do Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento), ligado ao Grupo Banco Mundial. O modelo prevê uma parceria de longo prazo, sem cobrança de pedágio nem concessão, em que a empresa contratada fica responsável pela manutenção de toda a malha por dez anos.

"Ali não cabe cobrança de pedágio nem concessão, então a gente vai fazer a reestruturação e a empresa que ganhar ficará responsável pela manutenção de 10 anos de todo esse eixo de 730 km", detalhou Riedel. A previsão é que as obras estruturantes comecem apenas no primeiro semestre de 2027, prazo que justifica o investimento emergencial enquanto o processo avança.

Paralelamente, o Estado prepara uma nova rodada de contratos de manutenção rodoviária, já que os atuais estão perto de vencer. Os processos licitatórios estão em fase final, com efetivação prevista para cerca de 90 dias. Riedel também citou outras frentes em obras ou em fase de contratação, entre elas a MS-267, MS-262, MS-040, MS-213, MS-215, MS-355, MS-320, MS-377 e MS-240. Na região Leste, a MS-320, que liga Três Lagoas a Inocência, recebeu ordem de serviço em dezembro de 2025 com investimento inicial de R$ 276 milhões e já atingiu 25% de execução, enquanto a MS-377 teve 48 quilômetros restaurados entre Água Clara e Inocência, com aporte de R$ 34,8 milhões entregue em agosto de 2026.

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Fontes: GOVERNO DE MATO GROSSO DO SUL; AGESUL