A Prefeitura de Campo Grande tem 10 dias úteis para fornecer esclarecimentos ao Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) sobre obras na Avenida Norte-Sul, focando em drenagem, pavimentação e ciclovias, além da revitalização do córrego Anhanduí/Ernesto Geisel.
O TCE quer saber os custos e a origem dos recursos das obras, assim como informações sobre contratos em vigor. Também está sendo analisada a implantação de corredores exclusivos de ônibus e os recursos da prefeitura como contrapartida para o plano de mobilidade urbana.
O acompanhamento do TCE visa garantir a aplicação correta de recursos públicos em projetos de infraestrutura na capital.
A Prefeitura de Campo Grande terá 10 dias úteis para prestar esclarecimentos ao Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) sobre obras de infraestrutura e mobilidade urbana realizadas na capital, com foco nas intervenções na Avenida Norte-Sul, uma das principais vias da cidade.
O pedido foi feito pelo conselheiro Osmar Domingues Jeronymo, relator do caso, por meio de ofícios enviados à prefeita Adriane Lopes. O TCE solicita informações detalhadas sobre obras executadas na Avenida Norte-Sul, incluindo drenagem, contenção de erosão, recapeamento, pavimentação, extensão de vias e implantação de ciclovias, além da revitalização do córrego Anhanduí/Ernesto Geisel, que integra o conjunto de melhorias na região.
A Avenida Norte-Sul é considerada estratégica para a mobilidade urbana, sendo um eixo de ligação entre diferentes regiões da capital e concentrando intenso fluxo de veículos. Por isso, o Tribunal quer saber quanto foi gasto nas obras, a origem dos recursos utilizados — municipais, estaduais ou federais — e quais contratos ou convênios estão em vigor para execução dos serviços.
Outro ponto analisado pelo TCE envolve a implantação de corredores exclusivos de ônibus na cidade, parte do plano de mobilidade urbana financiado pelo governo federal por meio do Programa Avançar Cidades. Nesse caso, o conselheiro solicitou informações sobre os recursos destinados pela prefeitura como contrapartida municipal, incluindo construção de estações de embarque e desembarque, implantação de sinalização viária e semafórica, além de adequações no sistema de transporte coletivo.
O acompanhamento do Tribunal de Contas sobre essas obras faz parte da fiscalização contínua da aplicação de recursos públicos em projetos estruturantes da capital, principalmente aqueles relacionados à melhoria da mobilidade e da infraestrutura urbana.