Ponta Porã terá 2ª Casa da Mulher Brasileira de MS a partir de sexta

Prefeito assina ordem de serviço dia 30 de outubro; unidade fica perto da Delegacia da Mulher e reúne Justiça, saúde e acolhimento em um só prédio

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Divulgação/Prefeitura Municipal de Ponta Porã
Divulgação/Prefeitura Municipal de Ponta Porã

Ponta Porã ganha, a partir desta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, o primeiro passo concreto para ter sua própria Casa da Mulher Brasileira. O prefeito Eduardo Campos assina, às 10h, a ordem de serviço que autoriza o início da obra na Rua Baltazar Saldanha, no Jardim Ipanema, em frente ao Ginásio Poliesportivo Pepe Portela.

A cidade será a segunda de Mato Grosso do Sul a receber o equipamento, que hoje funciona só em Campo Grande. O modelo, criado pelo Ministério das Mulheres, concentra em um único prédio a Delegacia da Mulher, atendimento psicossocial, serviços da Justiça, do Ministério Público e da Defensoria Pública, além de abrigo provisório para casos de risco imediato e brinquedoteca para os filhos das vítimas durante o atendimento.

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O terreno escolhido não foi aleatório: fica a poucos quarteirões da Delegacia de Polícia, do Fórum e do Ministério Público de Ponta Porã, o que deve reduzir o deslocamento das mulheres entre uma instituição e outra na hora de registrar ocorrência, buscar medida protetiva ou dar entrada em processo judicial.

Fronteira terá pauta própria à tarde

Horas depois da assinatura, às 14h, o auditório da Prefeitura recebe o Grupo Binacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, com a presença da ex-ministra das Mulheres Cida Gonçalves. A reunião junta autoridades brasileiras e paraguaias para discutir como integrar os serviços de proteção dos dois lados da fronteira, um ponto sensível em uma cidade onde vítimas muitas vezes transitam entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

Segundo a secretária municipal de Cidadania e Inclusão Social, Dilma da Silva, o encontro vai tratar do projeto da Casa da Mulher Brasileira e também abrir as tratativas para um protocolo binacional de atendimento, com procedimentos comuns de encaminhamento entre os órgãos brasileiros e paraguaios.

A expectativa da gestão municipal é que a nova unidade amplie o acesso a serviços especializados numa região onde a violência doméstica muitas vezes esbarra na fronteira seca entre os dois países, dificultando o rastreamento de agressores e a continuidade do atendimento às vítimas. Mais detalhes sobre data de conclusão da obra e investimento não foram divulgados até a publicação desta reportagem.

Ponta Porã já vem recebendo outros investimentos em infraestrutura social recente, como o Residencial Nicandro Campos, com 73 casas populares.

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Fontes: PREFEITURA MUNICIPAL DE PONTA PORÃ; MINISTÉRIO DAS MULHERES


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