Ponta Porã passa a ter, a partir deste ano, uma data fixa no calendário dedicada à infância: um decreto assinado pelo prefeito Eduardo Campos institui a Semana Municipal da Infância e da Cultura de Paz, que acontece todo mês de outubro e estreia entre os dias 26 e 30 de outubro de 2026. O texto foi publicado no Diário Oficial do Município e transforma em política permanente algo que, até então, não tinha periodicidade garantida.
A execução fica a cargo da Secretaria Municipal de Cidadania e Inclusão Social, que articula o cronograma com outras pastas da prefeitura e com instituições parceiras. Segundo a secretária Dilma da Silva, o formato segue a lógica da Semana do Brincar, realizada entre maio e junho deste ano, com atividades educativas, culturais e recreativas espalhadas pela cidade.
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"Vamos tornar essas ações uma constante todos os anos em Ponta Porã, sempre no mês de outubro. Neste ano, vamos desenvolver as atividades de 26 a 30 de outubro, com iniciativas semelhantes às realizadas durante a Semana do Brincar", afirmou a secretária, que adiantou o encerramento para o dia 30, no Horto Florestal.
Mais do que uma agenda de eventos, o decreto fixa uma pauta de direitos. Entre os objetivos descritos estão o incentivo à convivência não violenta, a prevenção ao bullying, à discriminação, ao racismo e ao trabalho infantil, além da ampliação do protagonismo das crianças em espaços públicos da cidade.
A proposta também mira o fortalecimento de vínculos familiares, a divulgação dos canais de denúncia da rede de proteção e o estímulo à parentalidade positiva. Para isso, a coordenação reúne as secretarias de Educação, Saúde, Esporte e Lazer, Cultura, Meio Ambiente, Segurança Pública, Assistência Social e Comunicação, numa articulação que a prefeitura descreve como intersetorial.
A cidade, que já reúne iniciativas voltadas à infância e à comunidade ao longo do ano, soma agora mais uma frente de mobilização permanente. Em paralelo, Ponta Porã também tem investido em ações de inovação e empreendedorismo e em projetos de enfrentamento à violência, como o livro contra violência doméstica traduzido para o guarani kaiowá.
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Fontes: PREFEITURA MUNICIPAL DE PONTA PORÃ