O Ministério dos Povos Indígenas formaliza nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, em Paranhos, a liberação de R$ 7,2 milhões para comunidades Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul. A assinatura de três Termos de Execução Descentralizada dá início a uma nova fase do Programa Teko Porã, voltada à produção agrícola, segurança alimentar e gestão territorial nas aldeias do sul do estado.
O valor se soma a um investimento anterior de R$ 6,8 milhões já aplicado na primeira etapa do programa, o que mostra que o governo federal decidiu ampliar a aposta nessa política em vez de encerrá-la. A novidade agora está na entrada de duas instituições que reforçam a execução: além da Embrapa, que já atuava na área técnica, passam a integrar o programa a Conab e o Instituto Federal do Paraná.
A Embrapa vai receber R$ 2 milhões para dar suporte técnico à produção agrícola das famílias indígenas, com desenvolvimento de tecnologias e sistemas de cultivo adaptados à realidade das aldeias. A ideia é que as comunidades ganhem mais autonomia no manejo da terra e melhorem as condições ambientais dos territórios onde vivem.
A Conab fica com pouco mais de R$ 2 milhões, valor que será usado para comprar parte da produção das famílias por meio do Programa de Aquisição de Alimentos. Os alimentos adquiridos vão para pessoas em situação de vulnerabilidade social, sem custo, e o mecanismo funciona também como fonte de renda extra para quem planta.
Coube ao Instituto Federal do Paraná a fatia mais robusta, de R$ 3,8 milhões, destinada à elaboração de Planos de Gestão Territorial e Ambiental em dez territórios indígenas de Mato Grosso do Sul. Os planos serão construídos com participação direta das comunidades e vão levar em conta os conhecimentos tradicionais Guarani Kaiowá no planejamento do uso da terra.
A região sul do estado, onde ficam a maior parte dessas aldeias, concentra historicamente conflitos fundiários e disputas por demarcação. É nesse cenário que o Teko Porã tenta consolidar uma alternativa de renda e segurança alimentar que não dependa apenas do desfecho de processos judiciais sobre a terra.
Fontes: MINISTÉRIO DOS POVOS INDÍGENAS; CAPITAL NEWS