Papy cobra a Prefeitura e entrega plano com prazo de 72 horas contra os buracos de Campo Grande

Presidente da Câmara levou ao secretário de Infraestrutura um Plano Emergencial de Recuperação Viária com metas, prazos e painel público para a população acompanhar

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Reprodução/Instagram @papyoficial
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O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), entregou nesta terça-feira (27) ao secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André de Moura Brandão, um Plano Emergencial de Recuperação Viária. O documento fixa prazos para a Prefeitura agir contra os buracos da Capital e cria formas de a população acompanhar cada etapa do serviço.

"Entreguei ao secretário André Brandão um Plano Emergencial de Recuperação Viária, estabelecendo ações imediatas para CG", publicou Papy em suas redes sociais.

A entrega aconteceu durante a sabatina do secretário no plenário. Para Papy, o plano é a resposta do Legislativo a uma das maiores queixas da cidade. "É um pedido, uma exigência do Legislativo para que tenha sintonia com o que está sendo executado e transparência pela fiscalização parlamentar. O que aconteceu hoje é a prerrogativa do parlamento em fiscalizar o Executivo", afirmou.

O presidente lembrou que, só no primeiro semestre deste ano, os vereadores apresentaram mais de 9 mil indicações específicas sobre buracos em todas as regiões da cidade. "Nossa busca incessante é pela solução do problema", disse.

Os prazos do plano

  • 72 horas: a Prefeitura deve apresentar um plano de manutenção emergencial das vias, com responsáveis, equipes e prioridades.
  • 7 dias: publicar um mapa georreferenciado dos pontos críticos, as equipes mobilizadas e um cronograma de atendimento, incluindo noites e fins de semana quando for tecnicamente possível.
  • 15 dias: divulgar um balanço dos serviços executados, com localização, quantidades, fotos e custos.
  • 30 dias: avaliar as metas e apresentar um plano de recuperação para os meses seguintes.
  • Toda semana: prestar contas à comissão da Câmara e atualizar um painel público.

Não basta tapar, tem que durar

O plano vai além do tapa-buraco. Prevê limpeza de bocas de lobo e sinalização de buracos perigosos, equipes de prontidão durante temporais e vistorias depois das chuvas, e prioridade para corredores de ônibus, escolas e unidades de saúde. Para garantir a qualidade do serviço, propõe fiscalização do asfalto e análises técnicas independentes, em cooperação técnica com a UFMS e o Crea-MS.

A população também poderá fiscalizar. O plano cria o Observatório Municipal do Asfalto, com painel público e dados abertos atualizados toda semana sobre buracos registrados, reparos concluídos, tempo de atendimento, problemas recorrentes, gastos, contratos e serviços executados.

O que diz o secretário

André Brandão afirmou que "é difícil estimar uma data" para resolver o problema e que a meta é "o mais breve possível". Segundo ele, 12 frentes de trabalho atuam hoje de segunda a sábado em todas as regiões da cidade, e há recursos para os contratos em vigor. O secretário atribuiu a queda no serviço à suspensão de um contrato após a Operação Buraco Sem Fim, do Ministério Público Estadual, às chuvas acima da média e à idade do asfalto: cerca de 53% da malha da Capital tem mais de 30 anos.

CPI em análise

Em paralelo, os 29 vereadores assinaram o pedido de uma CPI para investigar o serviço de tapa-buracos, proposto pela vereadora Luiza Ribeiro. O pedido está em análise na Procuradoria Jurídica da Câmara.


FONTE: MSConecta
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