O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), entregou nesta terça-feira (27) ao secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André de Moura Brandão, um Plano Emergencial de Recuperação Viária. O documento fixa prazos para a Prefeitura agir contra os buracos da Capital e cria formas de a população acompanhar cada etapa do serviço.
"Entreguei ao secretário André Brandão um Plano Emergencial de Recuperação Viária, estabelecendo ações imediatas para CG", publicou Papy em suas redes sociais.
A entrega aconteceu durante a sabatina do secretário no plenário. Para Papy, o plano é a resposta do Legislativo a uma das maiores queixas da cidade. "É um pedido, uma exigência do Legislativo para que tenha sintonia com o que está sendo executado e transparência pela fiscalização parlamentar. O que aconteceu hoje é a prerrogativa do parlamento em fiscalizar o Executivo", afirmou.
O presidente lembrou que, só no primeiro semestre deste ano, os vereadores apresentaram mais de 9 mil indicações específicas sobre buracos em todas as regiões da cidade. "Nossa busca incessante é pela solução do problema", disse.
O plano vai além do tapa-buraco. Prevê limpeza de bocas de lobo e sinalização de buracos perigosos, equipes de prontidão durante temporais e vistorias depois das chuvas, e prioridade para corredores de ônibus, escolas e unidades de saúde. Para garantir a qualidade do serviço, propõe fiscalização do asfalto e análises técnicas independentes, em cooperação técnica com a UFMS e o Crea-MS.
A população também poderá fiscalizar. O plano cria o Observatório Municipal do Asfalto, com painel público e dados abertos atualizados toda semana sobre buracos registrados, reparos concluídos, tempo de atendimento, problemas recorrentes, gastos, contratos e serviços executados.
André Brandão afirmou que "é difícil estimar uma data" para resolver o problema e que a meta é "o mais breve possível". Segundo ele, 12 frentes de trabalho atuam hoje de segunda a sábado em todas as regiões da cidade, e há recursos para os contratos em vigor. O secretário atribuiu a queda no serviço à suspensão de um contrato após a Operação Buraco Sem Fim, do Ministério Público Estadual, às chuvas acima da média e à idade do asfalto: cerca de 53% da malha da Capital tem mais de 30 anos.
Em paralelo, os 29 vereadores assinaram o pedido de uma CPI para investigar o serviço de tapa-buracos, proposto pela vereadora Luiza Ribeiro. O pedido está em análise na Procuradoria Jurídica da Câmara.