Padre João Crippa tem causa de beatificação aberta e pode se tornar o primeiro santo do MS
Missionário salesiano deixou legado de fé, educação e trabalho social em diversas cidades sul-mato-grossenses
A história do sacerdote que dedicou a vida à evangelização, à educação e ao cuidado com as comunidades voltou a ganhar destaque em Mato Grosso do Sul. A Arquidiocese de Campo Grande abriu oficialmente nesta terça-feira (20) o processo de beatificação do padre salesiano italiano João Crippa, religioso que morreu em Três Lagoas, em 1941, e é lembrado pelo legado deixado em várias cidades do Estado.
Com a abertura do Inquérito Diocesano, João Crippa passa a receber o título de “Servo de Deus”, primeira etapa oficial no caminho para uma futura beatificação e eventual canonização pela Igreja Católica. O processo irá reunir documentos, depoimentos e relatos sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade atribuída ao sacerdote, material que posteriormente poderá ser encaminhado ao Vaticano para análise.
Nascido em 1861, na Itália, o missionário salesiano chegou à então região de Mato Grosso em 1912 e teve atuação marcante em cidades como Cuiabá, Aquidauana, Miranda, Campo Grande e Três Lagoas. Entre suas contribuições estão a criação de iniciativas voltadas à formação de crianças e jovens, além da participação na fundação de importantes instituições religiosas e sociais, como a Paróquia São José e o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, na Capital.
A abertura da causa é considerada um marco para a Igreja Católica sul-mato-grossense, já que João Crippa se torna o primeiro Servo de Deus oficialmente reconhecido em Mato Grosso do Sul. Fiéis mantêm viva sua memória há décadas e relatam graças alcançadas por sua intercessão, fator que contribuiu para o avanço do processo que agora investigará de forma oficial sua trajetória de fé e serviço ao próximo.