MS produz 13,5% do etanol do Brasil e vira 4º maior polo de cana

Estado tem 22 usinas em 42 municípios e já é o 2º maior produtor de etanol de milho do país, segundo o governo estadual

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Khaya Motsa/Pexels

Mato Grosso do Sul responde por 13,5% de todo o etanol produzido no Brasil, segundo dados apresentados pelo governo estadual nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026. O número coloca o estado na posição de quarto maior produtor de cana-de-açúcar e etanol do país, além de segundo maior produtor de etanol de milho, atrás apenas do Mato Grosso.

O governador Eduardo Riedel citou o desempenho do setor durante a segunda edição do encontro anual "Parceiros mais fortes da Atvos", em Campo Grande. Ele relacionou a força da bioenergia a outros indicadores que o estado vem acumulando nos últimos anos, caso da área de floresta plantada, que já soma 2,1 milhões de hectares.

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"Nos tornamos uma das potências econômicas do país. O Mato Grosso do Sul tem a quarta maior renda média do país, com trabalho, emprego, renda e educação", disse Riedel, que também mencionou um plano de investimentos para ampliar a competitividade do estado nos próximos anos.

Usinas espalhadas por 42 cidades

O parque sucroalcooleiro sul-mato-grossense conta hoje com 22 unidades em operação, todas voltadas à produção de etanol hidratado e com sistema de cogeração de energia elétrica a partir do bagaço de cana. Desse total, 14 usinas exportam o excedente de energia para a rede nacional, o que transforma o setor também em fornecedor de eletricidade além dos combustíveis.

A presença física das usinas e das lavouras de cana e milho atinge 42 municípios do estado, o que faz o setor pesar diretamente na arrecadação e na geração de emprego nessas regiões, muitas delas no interior, onde a cadeia da bioenergia é hoje um dos principais motores da economia local.

Expansão da Atvos no estado

O CEO da Atvos, Aires Galhardo, apresentou durante o encontro a estratégia da companhia para os próximos anos, com foco na diversificação da matriz renovável. Segundo ele, "as parcerias de longo prazo com produtores, fornecedores e demais agentes da cadeia são parte central da solidez da empresa", reforçando o plano de crescimento com eficiência e disciplina na execução dos negócios.

O avanço da bioenergia acompanha outro fenômeno que já coloca Três Lagoas na liderança da produção de silvicultura no Brasil, sinal de que o estado tem diversificado as frentes do agronegócio ligadas à bioeconomia, incluindo também o setor leiteiro, que já representa 9,8% da produção nacional de leite.

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Fontes: GOVERNO DE MATO GROSSO DO SUL